Wednesday, 22 December 2010

Muffin de abobrinha e pinholi



Outra receitinha de muffin salgado do chef inglês Hugh Fearnley-Whittingstall.
Adorei o resultado! Massa leve, sabor suave e combinação perfeita da abobrinha com pinholi!

200g farinha de trigo
40g aveia
2 colheres de chá de fermento químico (baking powder)
½ colheres de chá de bicarbonato de sódio
1-2 colher(es) de chá de sal (depende de quão salgado é o parmesão)
Pimenta
8 folhas grandes de manjericão picadas
60g parmesão ralado, mais 20g para salpicar por cima
2 ovos
250g iogurte natural (a receita original mandava usar whole milk yoghurt, mas eu não achei aqui - também não sei como é o nome em português)
4 colheres de sopa de óleo de canola ou azeite (usei  azeite extra virgem)
200g abobrinha ralada no groceiramente
40g pinholi tostados
40g passas

1. Pré-aqueaça o forno a 200C.

2. Num bowl grande, misture a farinha, aveia, fermento, bicarbonato, sal, pimenta, manjericão e parmesão.

3. Num outro bowl, bata junto os ovos, iogurte e o óleo.

4. Despeje a mistura sobre os outros ingredientes e misture cuidadosamente com uma espátula.

5. Junte a abobrinha, os pinholis tostados e as passas, misturando a massa até que esteja homogênea.
Eu coloquei as passas só em uma parte da massa, pois não sou uma grande fã. A verdade é que funcionou bem, mas preferi sem.

6. Unte a forma, e com uma colher divida a mistura na forma. Salpique um pouco de parmesão por cima.

7. Asse por cerca de 18 minutes.

Thursday, 16 December 2010

Massa com molho de cream cheese e tahine


Olha, preciso confessar para vocês a origem dessa receitinha: REVISTA CARAS!!!!
Dá para acreditar?! Sabe aquela última página que vem sempre com algumas receitinhas?! Então, foi lá mesmo que achei essa, numa ida ao salão.
Muito brega, né?! hahahaha
O que importa é que apesar da origem, o resultado é ótimo! Prático, simples, leve e saboroso.

1 xícara de iogurte natural (acho que o grego também ficaria bom)
2 colheres de sopa de tahine (eu usei mais, pois gosto do gosto do tahine mais acentuado)
1 colher de sopa de suco de limão siciliano (também coloquei um pouco mais do que a medida sugerida)
2 colheres de manjericão
1 xícara de cream cheese
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de gergelim negro
400g de massa (eu usei uma massa curta integral)

Levar ao fogo o iogurte natural com o tahine e o suco do limão.
Retirar do fogo quando ferver e adicionar as folhas de manjericão, sal e o cream cheese. Misturar até que esteja um molho homogêneo.
Cozinhar a massa de acordo com as instruções do fabricante.
Cobrir a massa com o molho, regar um pouco de azeite e salpicar as sementes de gergelim negro, e decorar com umas folinhas de manjericão.
Eu também salpiquei por cima um pouco de queijo parmesão ralado na hora.

Monday, 13 December 2010

Brownie


Como vocês já devem ter percebido, agora tenho cada vez mais me arriscado pelo universo dos doces... Esses meus leitores são muito perspicazes! :)
Outra particularidade é o ingrediente em comum entre essas receitas: chocolate!
Sou chocólatra assumida!!! Como um pedacinho TODO SANTO DIA!

Preparei esse brownie no outro dia em que tivemos uma galera do trabalho do Fábio aqui em casa, e a reação foi simplesmente inacreditável... Não teve um só cristão que não tenha elogiado e repetido! Impressionante a unanimidade!

Ingredientes:
(Receita do Jamie Oliver webstite, aqui)

250g manteiga sem sal
• 200g chocolate meio amargo (70%), quebrado em pequenos pedaços
50g nozes picadas
80g cacau em pó
65g farinha de trigo
• 1 colher de chá de fermento químico (baking powder)
360g açúcar fino
• 4 ovos grandes

Pré-aqueça o forno a 180°C.
Derreta o chocolate e a manteiga em banho-maria. Adicione as nozes e mexa bem.
Num bowl misture o cacau em pó, o fermento e açúcar, e junte ao chocolate derretido com as nozes. Mexa bem até que esteja tudo incorporado.
Bata os ovos. Adicione  à mistura e mexa delicadamente até obter uma consistência cremosa.
Despeje a mistura numa forma anti-aderente de 25cm.
Asse por cerca de 25 minutos.
Espere esfriar e corte em quadrados.

Friday, 10 December 2010

Finger Food... alcachofra com presunto cru



Confesso que eu dei uma certa tapaceada nessa receitinha... Usei alcachofra em lata!!!
Não é mais época de alcachofras, e além do mais seria impossível eu conseguir preparar tantas com o nível de intimidade que tenho com as bichinhas. Apesar de amar alcachofra, só as cozinhei uma vez... :(

2 latas de alcachofra (400g)
300g presunto cru em fatias (tipo de Parma)
Azeite
Sal e pimenta
1 colher de sopa de limão siciliano
Hortelã fresca

Escorra as alcachofras e corte-as em 4. Coloque-as num bowl para marinar por 20 min com um pouco de azeite, sal, pimenta, 1 colher de sopa de suco de limão siciliano e hortelã fresca picada.
Parta as fatias de presunto cru ao meio em sentido horizontal.
Enrole cada alcachofra em meia fatia e voilà!

Monday, 6 December 2010

Peito de frango recheado com ricota e molho de chilli


Para dar uma variadinho no peito de frango nosso de todo dia, resolvi recheá-lo. O critério de escolha do recheio foi bem simples: o que tinha na geladeira!

Peguei dois peitos de frango, bem limpinhos e sem qualquer vestígio de gordura, e cortei uma das laterais, formando uma espécie de bolsa.
Num bowl eu misturei 2 colheres de sopa bem cheias de ricota, um pouco da pasta de chilli - a quantidade depende bastante do quanto se quer apimentado - e um pouquinho de sal. Eu coloquei um colher de chá bem cheia e ficou apimentadinho. Aqui em casa não rola de fazer muito apimentado porque o Fábio não é tão fã de pimenta quanto eu.
Recheei os peitos de frango com a mistura e fechei-os com palitos de dente. Salpiquei sal e pimenta por cima e um raminho de tomilho fresco.
Levei ao forno já pré-aquecido coberto com papel laminado por uns 15 minutos, e depois deixei mais 10 minutos sem o papel.
Retire os palitos antes de servir.

Acompanharam uma saladinha verde e umas batatas estilo chips assadas (receita aqui).

Tuesday, 30 November 2010

Bolo de Atum com Tomate Seco e Gruyère


Muitas vezes invento desculpa para cozinhar... Adoro fazer novas receitas ou mesmo revisitar aquelas já batidas. O que me importa mesmo é estar na minha cozinha preparando algo. Claro que nem sempre acerto, mas estou sempre tentando!

Uma amiga me convidou para o seu clube de livros, e me perguntou se eu tinha alguma sugestão do que ela deveria cozinhar. Discutimos um pouco sobre o menu, e então decidi que a ajudaria na empreitada. Não sabia ainda o que faria, mas me lembrei de que tinha visto umas receitas bem bacanas de bolos salgados nas minhas vagadas pela internet, e resolvi que essa então seria  a minha contribuição para o evento!

Depois de várias visitas a diversos food blogs e websites, resolvi fazer uma mescla de algumas receitas que me pareceram interessantes e aliando com o que tinha em casa, e saiu então esse bolo de atum com tomate seco e queijo gruyère.

250g de farinha de trigo
1 colher se chá de fermento (7g sachet)
4 ovos
100ml azeite (usei uma parte do azeite do tomate seco)
100ml leite
100g tomate seco picado
1 lata de atum
200g gruyère ralado (também pode substituir por algum outro queijo que derreta bem)

Pré aqueça o forno a 180°C.

1. Misture a farinha e o fermento num bowl grande. Adicione o leite, azeite e ovos, e mexa até obter uma massa cremosa.
2. Adicione o atum, o queijo e o tomate seco, e misture bem.

3. Unte uma forma de pão de 900g (eu uso uma retangular alta).

4. Leve ao forno por cerca de 1 hora. Se ao longo dessa hora o bolo ainda não estiver cozido, mas já estiver bem douradinho, cubra com papel laminado para que não queime.
Para saber se ele está cozido, é só fazer o teste do palito: se espetar o bolo e ele sair limpo, é porque já está na hora de sair do forno.


Pode ser servido quente ou em temperatura ambiente.
Se preferir também pode fazer como muffins ou até mini muffins... É só mudar a forma!

O bolo ficou bem gostoso!
Foi aprovado por todas as chicas (é um clube de livros hispânico, com mulheres dos mais diversos países de língua espanhola... + eu, que sou a intrometida que habla portunhol!).

Thursday, 18 November 2010

Hot Chocolate Fondant


Olha, essa foto é a prova de que milagres existem!!!
Quando li a receita e vi a foto no livro do Gordon Ramsay, Makes it Easy, não achei que fosse para o meu bico, mas como estava querendo dar uma impressionada nos meus pais, resolvi me arriscar! Sabia também que se desse errado, não seria tão grave porque os pais tendem a perdoar os filhos...

Ingredientes (para 2 fondants):

50g de manteiga sem sal (mais extra para untar os ramequins)
2 colheres de chá de cacau em pó
50g de chocolate meio amargo (usei 70%)
1 ovo
1 gema
60g açúcar refinado
50g de farinha de trigo

Pré-aqueça o forno a 160C.
Unte com manteiga dois ramequins, e salpique cacau em pó dentro deles.
Derreta em banho maria a manteiga e o chocolate, até que estejam bem incorporados .
Deixe esfriar por 10 minutos.
Com uma batedeira, bata o ovo, a gema e o açúcar até que forme um creme grosso e claro, em seguida incorpore ao chocolate derretido com manteiga.
Adicione a farinha, e incorpore gentilmente à mistura.
Divida a mistura entre os dois ramequins, e leve ao forno por 12 minutos.
Desenforme os fondants em pratos mornos, e estão pronto para ser servidos.

Só tenho uma palavra para descrever esses fondants: DIVINOS!!!!

Eu servi puros, mas também fica ótimo com sorvete de creme.

Monday, 15 November 2010

Comidinhas de festa

 


No dia 27/outubro comemorei mais um aninho de vida. Como costumo dizer por aí, tem que ter alguma vantagem em ficar mais velha, e para mim não é a maturidade nem a experiência que acumulamos ao longo do tempo, e sim a ótima desculpa para reunir amigos para um bom papo regado a drinks e boa comida. E como não sou boba nem nada, foi isso mesmo que eu fiz! :)
No dia 28 fiz um balaco light aqui em casa para cerca de 12 pessoas. Preparei todas as comidinhas no próprio dia, mas a verdade é que os preparativos começaram bem antes...
Sou fanática por listas, então para mim o evento começa quando faço a primeira lista, que foi a de convidados. Essa não foi muito difícil, mas a seguinte me custou dias e dias: o menu. E claro, a última foi a extensa lista de compras com todos os ingredientes.
Depois de muita pesquisa, decidi que serviria apenas finger food, que é literalmente comida que se pode comer com as mãos. Nada muito complicado e formal... curto mais um esquema despojado, com a galera beliscando uma comidinha aqui outra ali entre um bate-papo e outro.
O cardápio foi esse:
  • Crostini: tapenade com queijo de cabra e pesto com tomate
  • Muffin de cheddar com bacon [ver receita aqui]
  • Alcachofra com presunto cru
  • Batatinhas com salmão e molho de mostarda e aneto
  • Rolinhos de beringela com queijo feta, chilli e hortelã
  • Cogumelos recheados com gorgonzola
  • Halloumi com molho de chilli
  • Camembert derretido com cebola caramelada
  • Azeitona recheada com anchova

Tudo isso regado a cervejinhas, cava espanhol e vinho tinto e branco...
  • Crostini

O crostini é uma espécie de bruschetta, mas feita com um outro tipo de pão, tipo ciabatta. O princípio é o mesmo: cortar o pão em fatias e grelhá-lo ou assá-lo. Pode-se passar um dente de alho nas fatias, depois um pouco de azeite e levá-las ao forno. Eu, não costumo usar o alho, pois acho que fica muito forte. Normalmente corto o pão em fatias de mais ou menos 1cm, molho com um pouco de azeite extra virgem e levo ao forno pré aquecio por uns 10 minutos, até que estejam crocantes, mas não tostadas. Depois passo o que der na telha por cima das fatias.

Dessa vez fiz de pesto de manjericão com tomate cereja picado. O pesto é aquele de sempre (receita aqui), e por cima coloquei um tomtes cereja picados. Piquei os tomates, salpiquei um pouco de sal, e coloquei numa peneira por uns 15 minutos para escorrer o excesso de água.
Espalhei um bocado do pesto por cima das fatias de pão, e depois coloquei um punhadinho de tomates picados por cima. Decorei com uma folhinha de manjericão.

O outro topping foi: tapenade com queijo de cabra. Para os que não conhecem, chegou a hora... a tapenade é uma pasta saborosíssima de origem francesa, mais precisamente da Provence.
A receita vem do livro The Essential Mediterranean Cookbook.

400g de azeitona preta grega (tipo Kalamata)
2 dentes de alho amassados
2 filés de anchova sem óleo
2 colheres de sopa de alcaparras escorridas
2 colheres de chá de tomilho fresco picado
2 colheres de chá de mostarda Dijon
1 colher de sopa de suco de limão siciliano
60ml de azite extra-virgem

Processe todos os ingredientes até adquirir uma consitência cremosa. Ao fim adicione um pouco de pimenta do reino preta moída na hora.
Conserve num pote de vidro esterelizado, e conserve na geladeira.

O meu dura uma vida na geladeira... Na verdade, nunca durou mais do que 1 mês, pois sempre acabamos com ela antes!!! Sempre tenho homemade tapenade na geladeira. É um super quebra-galho, fácil de fazer e uma delícia de comer!
Essa receita é um sucesso!!! Não tem uma só pessoa que tenha provado e não tenha elogiado!
  • Batatinhas om salmão com molho de mostarda e aneto

300g de salmão defumado 20 batatinhas (pequeninas, tipo calabresa)
150ml sour cream
1 colher de sopa de açúcar
Azeite
2 colheres de sopa de vinagre de vinho branco
Aneto

Cozinhar as batatas inteiras e com casca em água salgada (eu sempre coloco um pouco de caldo de legumes) por uns 15 minutos ou até que as batatas estejam cozidas, porém ainda firmes.
Enquanto isso, cortar as fatias de salmão defumado em dois, formando duas tiras.
Misture o restante dos ingredientes num bowl, até formar um creme homogêneo.
Escorra as batatas, e reserve até que esfrie. Corte as batatas ao meio longitudinalmente.


Enrole cada fatia no meio da batata e disponha num prato, e sirva acompanhado do molho.
  • Beringela recheada com queijo feta, chilli e hortelã
Essa receita eu peguei do livro da Nigella Lawson, Forever Summer.

2 beringelas grandes, fatiadas finamente no sentido vertical
4 colheres de sopa de azeite
250g queijo feta esmigalhado
1 chilli vermelho grande, sem sementes e bem picados
1 maço de hortelã
Suco de 1 limão siciliano
Pimenta do reino preta

Aqueça um frigideira em fogo médio. Pincele azeite em ambos os lados das fatias de beringela, e grelhe por dois minutos em cada lado até que estejam macias.
Enquanto isso, num bowl, misture o restante dos ingredientes. Não e necessário adicionar sal porque o feta já é bem salgadinho.
Coloque um pouco da mistura na ponta da fatia da beringela, e vá enrolando até fechar o rolinho. 

Ficou uma delícia! Dá para ver que não é difícil, só um pouco demorado... mas vale a pena!


  • Cogumelos recheados com gorgonzola
600g de cogumelos (usei uns que aqui se chamam button, aqueles bem redondinhos e firmes)
150g de ricota
100g de gorgonzola
50g de mascarpone
Farinha de rosca
Parmesão

Lavar bem os cogumelos um a um e secar com papel toalha ou um pano de prato limpo.
Remover o caule.
Num bowl, misturar o mascarpone, ricota e gorgonzola, batendo com o fouet até que formar uma pasta cremosa e lisa.
Rechear cada cogumelo um pouco da mistura, salpicar um pouco de farinha de rosca e parmesão por cima.
Levar ao forno pré-aquecido a 200C por 25 minutos ou até que os cogumelos estejam macios e o recheio crocante e dourado.

Não tenho fotos dos cogumelos... No momento em que o Fábio fez os registros, eles ainda não estavam  prontos. :(
  • Halloumi com molho de chilli
Essa receitinha facílima também encontrei no livro Forever Summer, da Nigella Lawson.

500g de halloumi, cortados em quadrados médios
2 chillis vermelhos médios, sem sementes e bem picados
2 colheres de azeite
Suco de 1/2 limão siciliano

Misture o azeite com o chilli picado, e deixe marinar.
Aqueça em fogo médio/alto uma frigideira anti-aderente. (Não e preciso adicionar qualquer tipo de óleo, pois o halloumi é "auto-fritante", ou seja frita na sua própria gordura.) =]
Grelhe os pedaços de queijo até que os dois lados fiquem dourados.
Despeje o molho de chilli por cima do halloumi grelhado, e finalize com o suco de limão.
Sirva imediatamente!

Também não tenho foto do halloumi, pois fiz na hora que os convidados já estavam aqui, para que comessem quente... Todos adoraram, principalmente os que estavam com saudades do nosso queijo de coalho, que é bem parecido, quase um primo!
  • Camembert derretido com cebola caramelada
Já faço essa geléia de cebola roxa há algum tempo, e ela sempre voa da geladeira... é tipo um hit aqui em casa! Todos que provam amam, e o Fábio sempre que vê na geladeira abre o pote para dar uma conferida!
Vai bem com qualquer tipo de queijo ou acompanhando um hamburguer ou steak... enfim, é pau para toda obra, mas confesso que aqui em casa ela é mais usada para acompanhar queijinhos.

500g de cebola roxa, fatiada finamente
50ml de azeite
1 folha de louro
100gr açúcar mascavo

75ml vinagre balsâmico
50ml vinagre de vinho tinto


Refogar no azeite a cebola fatiada em fogo baixo, até que estejam bem tenras. esse processo leva uns 20 minutos. Em seguida, adicionar o açúcar e os vinagres e a folha de louro. Cozinhar em fogo médio até que estejam bem caramelizadas (de 30 a 40 minutos).
Se ainda houver muito líquido depois desse tempo, aumente um pouco o fogo e vá mexendo bem para que ele evapore. Retire o louro.
Guarde em um pote de vidro devidamente esterelizado.
 
O ideal é conservar a geléia por um mês antes de consumir para que ela intensifique o sabor, mas isso nunca acontece aqui nesta casa...



Bom, deu para ver que tive um dia trabalhoso, né?!
Valeu muito a pena! Vi caras satisfeitas ao comer minha comidinha, e ouvi vários elogios!
A verdade é que eu não vejo a hora de preparar a próxima festa... =]

Thursday, 11 November 2010

Comendo às escuras em Zurique... Blinde Kuh

Para o meu jantar de aniversário eu e o Fábio fomos a um restaurante em Zurique onde se come no escuro! Sim, isso mesmo: no escuro!!!! Juro que não dá para ver um palmo a frente!!! Foi uma loucura!!!
Já havia lido sobre esse estilo de restaurante, que surgiu aqui na Suiça e foi criado por um homem cego, mas ainda não tinha tido a chance de ir. Li num artigo que as pessoas acabavam pegando a comida com a mão porque assim teriam a sensação de sabber melhor o que estava comendo. Claro que eu achei isso uma tremenda balela, e tinha certeza de que nunca faria isso, ainda mais porque tenho um nervoso de comer com as mãos e tê-las sujas. Cá entre nós, frescura total! Mas o pior é que foi isso mesmo que rolou!!! Quando me dei conta, estava colocando a mão no prato sem a menor cerimônia!!!!

Fiz a reserva no restaurante com bastante tempo de antecedência. Não queria ter a chance de ouvir que o restaurante já estava lotado. Tinha colocado na cabeça que jantaria lá no dia 27/outubro, e não havia restaurante com estrela michelin que fosse me fazer mudar de idéia!
Fiquei até uns dias antes do meu aniversário só pensando no dia em que eu provaria dessa louca experiência, até que na véspera me dei conta de que tenho medo de escuro, e de que teria que ficar no escuro por algumas horas! Rolou um certo pânico, eu confesso... mas no fim eu relaxei e me enchi de coragem porque achei que tinha que vencer o meu medo e não me privar das coisas que quero.
 
Chegamos no restaurante e logo na entrada há uma recepção onde tem o cardápio (enxutíssimo) projetado na parede. São duas opções de entrada, duas de prato principal e mais duas ou três de sobremesa. Você tem que escolher o que vai querer naquele momento e memorizar, pois vai ter que dizer ao garçom, que é parcial ou totalmente cego, no momento em que se sentar a mesa. (Não rola de ler no escuro, né?! =])
Eu escolhi uma salada de funcho com figo e parmesão de entrada; bife cozido lentamente com legumes e purê de batata de prato principal; e uma torta de chocolate trufado para a sobremesa.
Decorou as escolhas?
Sim!
Então é hora do seu garçom, no nosso caso garçonete - Elizabeth, totalmente cega - vir nos buscar para levar-nos à nossa mesa.
Fomos andando em fila indiana e segurando nos ombros da pessoa a frente. O Fabio seguiu a Elizabeth, e eu quase massacrei os ombros do Fabio de tanto que apertava com o medo e angústia de ir entrando no restaurante totalmente escuro. Chegamos à mesa e ela colocou a cada um de nós em frente a cadeira, e daí por diante você se vira!
A minha primeira reação foi de choque... demorei muito a me acostumar a estar totalmente no escuro. E o pior é que não entendia como as pessoas sentadas nas mesas ao lado poderiam estar descontraidamente rindo e conversando. Como assim eles podem estar contando uma piada ou dividindo o feito do dia????
Para mim isso pareceu surreal!
Depois comecei a pensar em como eu comeria a carne, como conseguiria cortá-la... Porque cargas d'água eu tinha resolvido pedir uma carne ao invés do peixe, que era a outra opcão???
Fiquei me consumindo com essa questão até chegar o prato principal.
Depois de sentármos  à mesa ela nos perguntou o que beberíamos; eu uma taca de vinho tinto e o Fábio uma cerveja. Logo depois chegou a comida (impressionante a rapidez). Acho que como eles só tem poucas opções no menu, dá para fazer as coisas com uma certa escala.

A saladinha estava ok. O mais louco foi sentir que eu estava comendo com um neandertal!!! Ao fim já estava passando a mão no prato para saber se tinha algo ainda lá ou se de alguma maneira eu tinha conseguido comer tudo. É difílcil mesmo saber o que está se comendo, se está pegando a quantidade certa para levar a boca ou uma migalhinha ou uma super garfada.
Depois chegou a carne... e para o meu alívio estava super macia, então cortá-la não era mais um problema, a não ser pela surpresa do tamanho do pedaço que eu tinha conseguido cortar. Umas vezes vinham uns micro pedacos, no estilo baby, e outras enormes!
Ao fim, consegui comer quase tudo. Mas não saí invicta, já que metade do prato foi misteriosamente parar no meu colo... Parece fácil mas é difícil equilibrar a comida no garfo. Eventualmente grande parte da minha foi parar na minha roupa!
A essa altura, eu e o Fábio também estávamos falando de amenidades, e até dando risadas. Ao fim, percebi que depois de um tempo já tínhamos relaxado e nos acostumado a ficar no escuro.
Na hora do sobremesa eu já estava espertinha, e comi sem grandes acidentes. Claro que sempre colocando o dedinho no prato para checar o status da torta!
Depois disso chamamos a Elizabeth, e avisamos que já estávamos prontos para ir embora. Ela então, nos acompanhou até a saída, e como na entrada fomos em fila indiana, e sendo expostos a luz gradativamente. Pagamos a conta na mesma recepção onde estava o cardápio e delá rumo a casa com uma sensação super bacana e louca ao mesmo tempo. 
Enfim, só posso dizer que o jantar de comemoração dos meus XX aninhos foi inesquecível!

Não recomendaria pela comida, que é bem regular, mas sim pela louca experiência.

Para os que quiserem se aventurar...
Blinde Kuh
Mühlebachstrasse 148
CH-8008 Zürich
Telefon 044 421 50 50

Monday, 8 November 2010

Massa com tomate e queijo feta


Essa é mais uma daquelas receitas pá pum, que ficam prontas em meia hora!
Adoro esse tipo de receita, principalmente para os meus almoços de durante a semana, quando estou sozinha em casa e sem aquela inspiração para cozinhar. Aliás, a verdade é que nunca me animo muito em coznhar algo legal só para mim. Acho meio chato cozinhar para um só, apesar de fazer isso diariamente.

Cozinhei 90g de massa integral em água fervente.
Enquanto isso, piquei finamente uma enchalota (pode ser também 1/2 cebola) e 1 dente de alho. Refoguei no azeite por alguns minutos, até que ficassem amolecidos e adicionei dois tomates grandes picados grosseiramente. Temperei com sal e pimenta do reino.
Quando os tomates já estavam macios e soltando água, juntei um pouco de queijo feta - tipo 30g - e misturei bem.
Despejei o molho por cima da massa, adicionei mais um pouco de feta e salpiquei umas folhas frescas de manjericão.

Uma outra opção é substituir o queijo feta por 1 colher de sopa de ricota, mas tem que ser da cremosa! Também fica maravilhoso, e ainda um pouco mais light! =]

Sunday, 7 November 2010

Risotto alla Milanese


Esse nada mais é do que o bom e velho risoto com açafrão, a especiaria mais cara do mundo!
Claro que já tinha feito outras vezes risoto de açafrão, mas nunca o de verdade verdadeiro! Dessa vez resolvi fazer uma indulgência e usar o estigma, como é chamado.
Ai, ai... q cor! Alegra os olhos de qualquer um (e a barriga também).

Ingredientes (para dois famintos):

150g de arroz arbório (se for comer como prato principal, então pode colocar um pouco mais)
1 colher de sopa de azeite
1 enchalota picada
20ml de vinho branco
1 colher de chá rasa de estigmas de açafrão
1lt de caldo de legumes (sou sem vergonha e uso o industrializado mesmo)
1/2 colher de sopa de manteiga
Parmesão
Sal e pimenta

O cozimento é exatamente o mesmo de todos os outros risotos...
Refogue a enchalota no azeite sem deixar que ela doure. Quando ela estiver translúcida, adicione o açafrão e mexa por 1 minuto. Em seguida junte o arroz e mexa por uns 3 minutos até que o arroz comece a ficar mais transparente.
Despeje o vinho branco, e com uma colher vá mexendo até que a maior parte do líquido tenha evaporado. Antes que o arroz fique seca, adicione uma concha de caldo de legumes, e siga mexendo até ter líquido pouco líquido na panela. Continue esse processo até que o arroz esteja devidamente cozido. O importante é que o caldo deve ser adicionado aos poucos e nunca deixar o arroz secar completamente.
Cada pessoa tem o seu ponto de cozimento predileto... eu prefiro ele um pouco mais al dente. O importante é que os grãos fiquem firmes e não molengos.
Retire do fogo, adicione a manteiga, o parmesão e mexa bem. Deixe descansar por 1 minutinho ou 2, e está pronto para servir!

Eu dei uma bobeada e coloquei um pouco mais de sal do que devia. :( Ainda assim ficou ótimo!

Servi com carneiro grelhado e porco assado.
Auto lá, não vão pensando que eu fiz uma mistureba de carnes com o meu risotto alla milanese! Como essa é uma casa democrática, cada um comeu a carne que quis... eu, um belo filé de carneiro com tomilho, e o Fábio um filé de porco assado com molho de limão, mel e sálvia.



Uma delícia sempre! E como todos os risotos, super simples e rápido de fazer! Perfeito para aqueles dias em que se quer o mínimo de conato possível com a cozinha.

Thursday, 4 November 2010

Creme de abóbora com camarão



Uma das poucas coisas que me alegra na chegada do inverno é a profusão de abóboras de todas as qualidades, tamanhos, formatos e cores por todos os lados! É lindo demais!!!
Me lembro que quando era mais nova eu não era muito fã de abóboras. Nunca comia, não fazia mesmo parte do meu cardápio. Também não sei dizer quando foi que isso mudou, e as abóboras começaram a fazer parte da minha vida!
Uma das combinações mais clássicas é com camarão, que vem a ser uma das minhas comidas prediletas!

1 butternut squash (abóbora que no Brasil é chamada de cucurbita moschata - nomezinho feio, né?!)
2 enchalotas ou 1 cebola média
500ml de caldo de legumes
150g de camarão descascado e limpo
100g mascarpone
Parmesão ou farinha de rosca
2 tomates sem casca e sem sementes
Coentro
Sal e pimenta

Refogue uma enchalota picadinha em um pouco de azeite. Quando ela estiver amolecida, adicionar a abóbora em cubos e mexer por alguns minutos. Adicione o caldo de legumes e deixe cozinhar até que a abóbora esteja bem cozida.
Enquanto isso, numa frigideira, sue uma enchalota finamente picada em um pouco de azeite; junte o camarão e mexa até que ele esteja rosado. Adicione os tomates picado, sal e pimenta e mexa ate que esteja tudo bem incorporado. Junte o coentro e reserve.
Com um mixer bata o legume, e adicione o caldo do cozimento até o purê atingir a consistência que você desejar. Eu, particularmente, gosto dele molinho. Se quiser um purê mais cremoso, adicione um pouco de creme de leite fresco (eu deixei esse item de fora).
Eu resolvi montar o meu creme na própria casca da abóbora, o que me deu um certo trabalho para retirar o interior dela sem detonar nadica da casca. Talvez uma pessoa mais jeitosinha não vá ter tanto trabalho ou alguém mais prático prefira usar ramequins... Enfim, essa é relamente uma escolha pessoal.
Forre a casca ou o ramequim com o creme da abóbora, e por cima cubra com o molho de camarão. Acrescente o mascarpone por cima e cubra com um pouco de parmesão ou farinha de rosca ou os dois (eu usei só a farinha de rosca), e leve ao forno para gratinar.

Perfeito se acompanhado de uma salada verde!

Tuesday, 2 November 2010

Una Noche Española en Suiza...

Eu me amarro de montão em comida espanhola! Sei que a afirmação parece meio vaga, pois a culinária espanhola é muito vasta e cada região tem as suas especialidades, e uma melhor que a outra, mas fazer o quê se gostei de tudo que provei até agora! Dentre as minhas preferidas estão as TAPAS!
O que é sentar com uma cervejinha gelada na mão e uma tapa na outra?! É um prazer inenarrável,  não fosse um prazer tão simples e fácil de apreciar. Claro que sentar num bar na Espanha e se deleitar com as tapas variadas é o ideal, mas não se pode ter tudo. E numa noite dessas resolvi trazer um pouco da Espanha para a Suiça!
Tinha um belíssimo chorizo ibérico, que havíamos trazido de Barcelona (um dos mais deliciosos que já provei), e também jamón ibérico, esse comprado aqui mesmo. Para acompanhar nada mais perfeito do que o delicioso e simplérrimo pan con tomate e uma tortilla de patatas. Precisa de mais????

Tortillas de Patatas

500g de batata
1 cebola grande (opcional)
4 ovos
3 colheres de sopa de azeite
Sal e pimenta

Numa frigideira grande aqueça o azeite, e frite as batatas mexendo sempre, até que fiquem corcantes por fora. Se for usar as cebolas, então acrescente na frigideira das batatas quando elas estiverem já começando a cozinhar. Reserve as batatas com as cebolas (se usando).
Num bowl bata os ovos com um pouco de sal e pimenta. Adicione as batatas e mexa bem.
Passe um papel toalha na frigideira usada para cozinhar as batatas para secar o azeite e retirar o excesso. Despeje a mistura de ovos com as batatas na frigideira já quente, e com um pouco de azeite. Frite por uns 8 minutos em fogo médio, e depois vire a tortilla com a ajuda de um prato, para fritar do outro lado.

Pan con Tomate
Corte um pão, estilo ciabatta ao meio e depois em pequenos pedaços. Leve ao forno para torrar um pouco. Ele só precisa ficar crocante, não deve dourar.
Corte o tomate ao meio e esfregue na superfície crocante do pão até que ele esteja todo coberto com o seu suco. Em seguida coloque um fio de azeite e um pouco de sal por cima. Pode-se também esfregar um dente de alho pão antes do tomate.
Uma coisa tão simples assim fica perfeita para acompanhar a tortilla, e ainda melhor com um jamón e chorizo.


Monday, 25 October 2010

Muffin de queijo com bacon e cebola roxa



Eu sempre tento fazer umas coisinhas mais gostosinhas no fim de semana, de preferência alguma receita inédita. Já que vamos ficar em casa, que pelo menos seja com estilo, não é?!
Não me lembro porque resolvi pesquisar receitas de muffins... não sei mesmo porque cargas d'água eu decidi que faria esses muffins para o nosso lanchinho de sexta. Só sei que foi uma decisão acertadíssima!
Depois de uma procura na internet, achei a receita perfeita do Hugh Fearnley-Whittingstall, no site do jornal inglês The Guardian. Simples e saborosíssima! Foi super aprovada por nós. Aliás, não só pela gente mas também por queridos amigos que fomos visitar na semana seguinte à estréia deste muffin na minha cozinha. Fiquei tão empolgada com o resultado, que não hesitei em prepará-los para levar para a casa dos nossos amigos apenas 7 dias depois de tê-los comido. 
  •  1 colher de sopa de óleo (não usei)
  • 100g de bacon, cortado em cubinhos de 1cm
  • 1 cebola roxa, finamente picada
  • 250g farinha integral com fermento (não achei, então usei a branca mesmo)
  • 2 colheres de sopa de fermento em pó químico (baking powder)
  • ½ colher de sopa de bicarbonato of sódio
  • ¼ colher de sopa sal
  • 2 ovos
  • 80g manteiga sem sal, derretida e em temperatura ambiente
  • 200ml leite de manteiga (buttermilk - se não achar pode usar leite integral)
  • 1 colher de sopa de ciboulette, finamente fatiada (opcional, mas dá um toque especialíssimo ao muffin)
  • 150g cheddar, ralado (usei um outro queijo que já tinha em casa. o importante é ser um queijo do tipo que derrete.) 
Pré- aqueça o forno a 200C. Forre a forma de muffin com 12 forminhas de papel. Eu não usei as forminhas, untei com azeite a forma, e coloquei a massa diretamente lá.
Frite os cubos de bacon até dourar numa frigideira anti-aderente. Não precisa colocar nenhum óleo, pois o próprio bacon já solta suficiente. Retire o bacon da frigideira, e coloque num papel toalha para absorver o excesso da gordura.
Na mesma frigideira, usando a gordura do bacon, refogue a cebola até ficar translúcida, depois reserve e deixe esfriar.
Num bowl, misture a farinha, o fermento, o bicarbonato de sódio e sal. Numa outra vasilhe junte os ovos, manteiga e buttermilk, junte a mistura da farinha usando uma espátula para incorporar bem. Em seguida adicione o bacon já frio, cebola, ciboulette e 2/3 do queijo, e misture bem até que a mistura esteja homogênea.
Com uma colher, coloque a mistura na forma, preenchendo 2/3 da forminha, e salpique o restante do queijo por cima.
Leve ao forno por mais ou menos 18 minutos ou até que estejam dourados. Para tirar a prova dos 9, pode usar a velha tática do palito de dente: espete um muffin com um palitinho, se ele sair limpo é porque já está cozido.


Depois é só se deleitar com essa delícia!!! 
Pode-se comer quente ou em temperatura ambiente. Eu prefiro quentinho... :)

A receita original você encontra aqui.

Thursday, 21 October 2010

Pesto alla Trapanese


Descobri essa receita no maravilhoso e querido blog Chucrute com Salsicha, da Fer. 
Gente, que site inspirador! É, de longe, um dos mues food blogs favoritos! Escrita inspirada e inspiradora, receitas de dar água na boca e fotos deslumbrantes. ADORO!!!!
Numa dessas minhas visitas ao Chucrute com Salsicha achei essa receita, que me chamou a atenção pela simplicidade e entrou para a minha to-to list na mesma hora! Adoro pestos em geral, e fiquei super curiosa para experimentar esse pesto alla trapanese, receita originária da região da Sicília, que eu desconhecia até aquele dia.

3/4 xícara de amêndoas em lascas
Manjericão fresco
1 dente de alho
6 tomates bem maduros picados
1/2 xícara de queijo Pecorino ou Parmesão ralado
1/3 xícara de azeite extra virgem
Sal

Tostar as lascas de amêndoas numa frigideira. Deixar esfriar, e em seguida moer no processador (eu usei um mixer, ainda não tomei vergonha na cara para comprar um processador).
Colocar num bowl uma mão cheia de manjericão (apenas as folhas), alho e sal e bater com o mixer até que a mistura esteja bem moída. Adicionar as amêndoas já processadas, os tomates picados grosseiramente, o queijo (usei pecorino) e o azeite extra virgem. Processar até obter um creme.
Finalizar com pimenta do reino moída na hora.


Adicionar o pesto à massa já cozida de acordo com as instruções do fabricante.

Eu usei conchiglie, mas acho que uma massa longa, tipo spaghetti, fica melhor com pesto.
Eu até tentei fazer um tagliatelle fresco, mas deu uma zica qualquer que a massa ficou horripilante e impossível de usar. Virou uma pedra!!! Aí desisti da massa caseira, e apelei para a pasta seca que tinha já em casa!

Olha, essa receita rende demais!
Conserve o restante num pote de vidro esterelizado. Ainda tenho um pote enorme na minha geladeira, há duas semanas, e ele ainda está perfeito.
Estou pensando em como usar de outra maneira... hum, de repente com as abobrinhas que tenho aqui! :) Depois eu conto no que deu isso...

Mole mole, fácil fácil, né?! E super saboroso também!
Fiz numa noite que os meus pais estavam aqui, e odos aprovaram. O Fábio nem tanto... acho que é muito frugal para ele!!! =]

Vocês encontram aqui o post da Fer que originou esse meu jantarinho delícia.

Wednesday, 20 October 2010

Chocolate Pots da Nigella

                                        
Eu não sou de fazer doces. Tenho sempre a impressão de que não tenho talento para a coisa. Por uma razão ou por outra algo sempre dá errado... é o mixer que quebra bem na hora que vou começar a a preparar o meu primeiro bolo de cenoura ou o cookie que fica duro igual a pedra... enfim, coleciono muitas histórias de fracassos com doces.
Agora coloquei na minha cabeça que preciso enfrentar essa dificuldade inata e me desafiar a preparar receitas de sobremesas, e foi isso que eu fiz quando resolvi preparar esse chocolate pots. É claro que escolhi uma receita facérrima e praticamente a prova de sem talentos para patissier como eu... e nao é que desta vez deu certo?!

175g de chocolate amargo (mínimo 70%)
150ml de creme de leite fresco
100ml de leite integral
1/2 colher de chá de extrato de baunilha
1/4 colher de chá de allsplice (ver aqui o que é)
1 ovo

Quebre o chocolate em pequenos pedaços no processador (eu usei o mixer).
Numa panela aqueço leite e o creme de leite até quase ferver, adicione a baunilha (eu usei a baunilha mesmo, da vagem seca) e o allspice. Despeje sobre o chocolate e deixe descandar por 30 segundos. Em seguida adicione o ovo e processe por 45 segundos.
Coloque em pequenos potes. Essa receita foi suficiente para 4 dos meus, apesar dela dizer que com essa quantidade se fariam 8 potes. Acho que os meus deviam estar um pouco exagerados! =] Se bem, que para mim a quantidade foi perfeita por porção.
Leve os potes na geladeira por pelo menos 6 horas.

Fiquei muito feliz com o resultado!
Adorei! Fácil e deliciosa!!!

Ah, já estava quase me esquecendo de um importante detalhe... tire os chocolate pots da geladeira uns 20 minutos antes de servir, para que fique mais cremoso. Do contrário ele fica com uma consistência meio dura, e tão gelado que não dá para saborear tanto!

Friday, 15 October 2010

Melanzane alla Parmigiana (Beringela à Parmegiana)


Dia desses folheando o livro Jamie's Italy, dei de cara com uma receita simplérrima e que já estava na minha lista para fazer há tempos. Finalmente havia chegado o dia!
Super fácil e deliciosa... acho que até quem não é fã desse legume vai gostar da receita.

Ingredientes (para 3 ou 4 pessoas):
  • 2 beringelas
  • 1 cebola picada
  • 1 dente de alho fatiado
  • 1 lata (400g) de tomate sem pele ou 500g de tomate maduro
  • 1 colher de chá de orégano desidratado
  • Vinagre de vinho
  • Manjericão
  • Parmesão ralado
  • Farinha de rosca
  • Orégano fresco
  • Azeite
  • Sal e pimenta
1. Fatie as beringelas em rodelas de, aproximadamente, 1 cm. Numa frigideira bem quente, coloque um pouco de azeite, e grelhe as fatias dos dois lados.
Reserve.

2. Coloque um pouco de azeite numa panela e adicione a cebola, alho e orégano desidratado até a cebola ficar translúcida e o alho dourado. Adicione o tomate (eu usei o em lata), mexa, tampe a panela e deixe ferver lentamente em fogo baixo por 15 minutos.
Quando o molho tiver reduzido e encorpado, tempere com sal e pimenta do reino, um pouco de vinagre de vinho (usei de vinho tinto) e manjericão (usei o desidratado, pois não tinha o fresco).
Para quem gosta do molho bem lisinho, é só bater um pouquinho no liquidificador ou no processador. Eu, como gosto dele pedaçudo, deixei do jeito que estava.

3. Pegue um pirex, cubra o fundo com um pouco do molho de tomate, depois uma fina camada de parmesão, e por cima uma camada de beringela. Continue esse processo até que os ingredientes cheguem ao fim. Finalize com o molho de tomate, salpique um pouco de parmesão e de farinha de rosca por cima, e orágano fresco (eu não tinha, então adicionei um pouco mais de manjericão desidratado).

A beringela ficou nota 10!!! Servi com filé de cordeiro grelhado. Ficou divino!
A verdade é que essa beringela é tão gostosa, que ela pode fazer as vezes de prato principal e ser servida acompanhada de uma saladinha verde.

Tuesday, 5 October 2010

Lanchinho de sexta-feira...


Passo a semana toda preparando, ou pelo menos tentando preparar, jantares mais leves e saudáveis apenas com carnes grelhadas, saladas e legumes frescos, e no final de semana sempre relaxo um pouco mais. Na verdade é quando faço e testo receitas novas, o que normalmente significa mais calorias! :)
Numa dessas sextas-feiras que decidimos ficar em casa resolvi que não faria jantar e sim uns aperetivos, tipo finger food, para ficarmos relaxados de papo por horas. Comprei um belíssimo pão orgânico, que servi com queijos da montanha - sim, da montanha! Compramos numa caminhada que fizemos com alguns amigos numa montanha aqui perto, e onde os queijos eram produzidos numa casinha no meio da montanha. -presunto de parma, crostini de alcachofras e de chilli, e a estrela da noite: muffin de queijo com bacon e cebola roxa.
Queria fazer algo especial para a nossa noite caseira, e consegui!

A receita é super fácil e deliciosa! Depois publico aqui... aguardem, pois vale a pena!!!

A casinha bem à esquerda na foto é onde o maravilhoso queijo é produzido

Thursday, 30 September 2010

Cara nova...

E então, gostaram da nova cara do Temperinhos & Afins?
Eu já andava mesmo meio de saco cheio daquele template, quando cometei com o Fábio sobre isso, e ele imediatamente começou a olhar o que estava rolando de novo no blogspot... Não que eu tenha deixado de gostar daquele, mas sabe quando você olha por muito tempo para a mesma coisa e acaba ficando um pouco indiferente a isso?!
Foi o q aconteceu... Acho que também tem um pouco a ver com a minha idéia de remodelar o blog por inteiro, e passar a escrevê-lo também em inglês. Adoro escrever em português, e continuarei fazendo-o, mas acho que preciso compartilhar essa parte da minha vida com as pessoas que conheci desde que saímos do Rio, e que infelizmente não têm a sorte de falar português. =]
Agora estou na fase da escolha de um novo nome e busca de um domínio.
Aguardem as novidades!!!

Ah, também aceito sugestões de nomes (preferencialmente em inglês)... Não fiquem tímidos, e deixe a criatividade rolar!!! =]

PS. Fiquei feliz de achar um template com o tema "comida", acho que combina mais... não é fofo?

Wednesday, 29 September 2010

Salada de lentilha verde com queijo de coalho


Essa receita me trouxe uma valiosa e inacreditável descoberta: existe queijo de coalho em Zug!!!
Dá para acreditar nisso?
Entrei na delicatessen de queijos - é esse o nome? - em busca de queijo halloumi (já falei um pouquinho dele aqui). Fui até a prateleira indicada pela vendedora, quando bati os olhos numa embalagem que parecia mais uma miragem... dizi assim: queijo de coalho, e em português!!!
Mais uma vez: dá para acreditar nisso?
Não pude acreditar no que via. Não parece louco encontrar esse queijo tão brasileiro numa pequena cidade da Suiça?
O que importa mesmo é que essa noite eu me deleitei com esse queijinho grelhado!!!

A receita original usava halloumi (ver aqui), que tem a textura muito parecida com a do nosso queijo de coalho. Claro que quando vi o coalho, não tive nenhuma dúvida, e na mesma hora resolvi "abrasileirar" essa saladinha! Cá entre nós, a troca se provou muito bem sucedida!

Anotem aí a receitinha para 4 pessoas felizes...

250g de tomate cereja, cortados pela metade
½ cebola roxa em finas fatias
½ dente de alho espremido (eu me esqueci dele...)
Suco de ½ limão siciliano
1 colher de sopa de azeite
150g lentilhas Puy (usei a verde) - acho pouco, colocaria umas 350g
250g de queijo halloumi cortado em cubos
coentro picado grosseiramente

Cozinhe as lentilhas por 30 minutos em caldo de legumes, até que estejam cozidas, mas ainda al dente (bom, eu gosto delas mais firmes e crocantes, caso prefira mais macia, cozinhe por mais alguns minutos).
Misture num bowl os tomates, cebola, alho, suco de limão e azeite (usei extra virgem).
Grelhe, em temperatura alta, numa frigideira antiaderente os cubos de halloumi (ou queijo de coalho) até que estejam dourados.
Depois é só adicionar as letilhas ainda mornas ao bowl, o coentro picado e o queijo grelhado por cima. Acerte o sal, e está pronto para ser saboreada! =D

Friday, 24 September 2010

Filé de peixe em papillote


Eu adoro peixe, principalmente daqueles beeeem branquinhos.
Para fazer essa receita eu comprei um filé de pangasius. Nunca tinha ouvido falar nessa espécie até me mudar para a Suiça. Dei uma certa pesquisada na internet, e me parece que é o mesmo nome em português. Pelo que li também nessa investigadinha me parece que ele já começou a ser comercializado no Brasil.
Enfim, esse é um peixinho de sabor sutil e carne branca. Por aqui é dos mais baratos... para mim é um excelente custo-benefício.

Para essa receita simplérrima eu coloquei um filé de peixe (o meu tinha uns 250g) em um papel para assar. Por cima do filé eu salpiquei um pouco de sal grosso e ervas de provence. Coloquei uns tomates cerejas e reguei com um pouco de azeite extra virgem (usei um aromatizado com peperoncino que eu mesma preparei). Embrulhei bem, fazendo tipo um pacotinho para que o peixe ficasse selado e cozinhasse no vapor.
Pré-aqueça o forno a 200C. Deixe o peixe no forno por 15 minutos.
Agora é só desembrulhar o peixe e servir!
Dica: Se for regar o peixe com azeite extra virgem normal, adicione um pouco de pimenta moída na hora.

Eu servi com uma salada verde, pois agora entrei na onda de cortar os carboidratos no jantar (dicas da minha amiga Tessa).


Monday, 20 September 2010

Beringela recheada com tomate e feta


Essa receita é bem flexível, pode ser tanto um belo prato principal como fazer as vezes de uma entrada, é só reduzir a quantidade servida!
Eu comi numa dessas noites em que fiquei sozinha em casa sem o marido que viajava a trabalho. Aliás, já falei que morro de medo de escuro e tenho pavor de ficar em casa sozinha?! Pois é, as viagens do Fábio me deixam apavoradas, além de cheia de saudades...
Enfim, numa dessas noites solitárias tentei fazer algo leve e sem carboidratos. Olhando o que tinha na geladeira, resolvi então juntar beringela, tomate e queijo feta, que são dos meus ingredientes favoritos.

Cortei a beringela ao meio (ao comprido), retirei o recheio com uma colher, e salpiquei um pouco de sal.
Num bowl misturei bem: 1 tomate maduro picado, mais ou menos 50g de feta em cubinhos, manjericão desidratado, sal (bem pouco porque o feta já é salgadinho), pimenta e azeite extra virgem. Em seguida recheei as metades da beringela com essa mistura e levei ao forno pré-aquecido coberto com papel alumínio por mais ou menos uma hora, até que a beringela estivesse bem amolecida. Nos últimos 10 minutos eu retirei o papel laminado para dourar um pouco.



Ficou ótima acompanhada por uma saladinha verde!
Essa eu recomendo para um jantarzinho light no meio da semana! 

Wednesday, 8 September 2010

Pappardelle com caranguejo


Numa ida ao supermercado com o Fábio, ele que sai comprando tudo que vê pela frente, achou uma latinha de caranguejo em conserva e sequer pestanejou ao decidir colocá-la no carrinho de compras. Claro que eu olhei torto, pois aquela altura já havia uma infinidade de itens supérfluos que ele fez o favor de ir colocando no meio das compras. No fim ele venceu e o tal caranguejo em lata veio parar na minha dispensa!
Eu sou um pouco cética em relação a peixes e frutos do mar enlatados. À exceção de atum, não costumo comprar nenhum outro peixe em lata.
Com a latinha já fazendo aniversário, resolvi que era hora de usá-la e escolhi bem uma noite em que não queria passar muito tempo na cozinha. A verdade, é que já estava morrendo de fome e não queria algo que fosse muito demorado! =]

Ingredientes para 2 pessoas:

200g pappardelle (ou alguma outra massa longa)
150g de carne de caranguejo (preferencialmente fresca)
1 chilli fresco sem sementes e picado finamente
Suco e casca ralada de 1/2 limão
Azeite extra virgem
Salsinha picada
Rúcula

Misturar num bowl: a carne de caranguejo desfiada, chilli picado (eu não tinha o freco, então usei o desidratado), suco e casca de limão e o azeite. Tempere com sal, e adicione a salsinha e a rúcula.
Depois de cozinhar a massa de acordo com as instruções do fabricante, junte à mistura do caranguejo mexendo bem, e está pronto para ser servido!

Fácil, rápido e saboroso!!!

Monday, 6 September 2010

Salada de atum com tomate assado



Mais uma saladinha daquelas fáceis, rápidas e o melhor, lights!
O verão aqui não foi grandes coisas, mas nem por um segundo se compara ao de Londres, que faz sol e calor por apenas uns dois ou três dias, com sorte! Aqui tivemos dias de chuva e até frio, mas para compensar tivemos dias lindos, ensolarados e quentes, com temperaturas na casa dos 30° C. Nesse dias quentes que tivemos em Zug tentei apelar para saladinhas leves e saudáveis, como essa.

Asse em forno alto alguns tomates cerejas e umas rodelas de cebola roxa temperados com azeite extra virgem, sal, pimenta e ervas de provence. Deixe até que os tomates comecem a borbulhar e sair um pouco da casca e a cebola amolecer.
Enquanto isso, forre o prato com salada verde e adicione o atum em conserva de água. Quando os tomates e cebolas estiverem em temperatura ambiente, coloque-os por cima e regue a salada com o molho que se formou da mistura do suco do tomate com o azeite.
Coloque uma colher de sopa rasa de alcaparras,  salpique uns pinholes tostados por cima;  um fio de azeite e está pronta!

Sunday, 5 September 2010

Sopa de cenoura da Laris


Essa receitinha me foi dada pela minha queridíssima amiga, a descobridora dos 7 mares, Laris.
No melhor estilo 'quem te viu, quem te vê', Laris surpreendeu. Até pouco tempo atrás era uma ignorante culinária e agora não só arrebenta, com ainda passa receita as amigas!!!
Estou gostando de ver!!!

Aí vai a receita nas palavras de Larissa:
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 3 cenouras em cubos (ou 4, depende do tamanho)
  • 1/2 cebola picada
  • 1/2 xícara de alho-poró picado (usei xicara de cha, a grande)
  • 2 colheres de sopa de gengibre picado - colheres cheias ficou very hot! Se não quiser tão picante, coloque 1 colher de sopa.
  • 1 litro de caldo de legumes (aproximadamente - este item eu não medi!)
  • Sal
  • Requeijão 
"Refoque a cebola, o alho-poró e o gengibre na manteiga. Acrescente a cenoura e mexa um pouco. Cubra com o caldo de legumes fervente e deixe cozinhar até a cenoura ficar macia.
Bata tudo no liquidificador.
Aqui vai uma dica: eu bati primeiro os legumes no liqui e fui adicionando o caldo aos poucos, até o creme ficar da consistência que eu queria.
Volte o creme para a panela, acerte o sal e adicione 1 colher de sopa de requeijão para que o creme fique aveludado. Como aqui nao tem requeijão, usei sour cream e arrasou!"

A única coisa que fiz diferente foi adicionar 1 colher de sopa cheia iogurte grego ao fim, pois também não encontro requeijão aqui.
Receita aprovadíssima e certamente voltarei a fazê-la!

Fofa, você A-R-R-A-S-A! =]

Wednesday, 25 August 2010

Ketchup caseiro


Gente, vou dizer uma coisa, é preciso paciência para fazer o seu próprio ketchup! Não que seja uma receita muito trabalhosa, na verdade não é quase nada, mas ela é demorada, isso sim! É um tal de deixar o líquido reduzir, reduzir e reduzir que não tem fim!
Mesmo com todo o trabalho e tempo dedicado ao ketchup, que cá entre nós não é o meu condimento favorito, fiquei super feliz com o resultado. Mal pude acreditar quando experimentei e ele tinha gosto mesmo de ketchup (e até cheiro!)!
Até então para mim ketchup era uma daquelas coisas que não se faz em casa, pois existem tantos bons e baratos por ai, que não valia nem a pena se dar ao trabalho de ir pra cozinha fazer. Além do mais, como passei a vida inteira comendo o industrializado, imaginei que o caseiro era como se não existisse, tipo a coca-cola, sabe?! Como se fosse uma receita super secreta e que só poderia ser feita na cozinha da Heinz! :)
Ledo engano...
Que ótimo eu ter me aventurado nessa receita do Jamie Oliver (sim, mas uma vez ele!!!).

Ingredientes para 500ml

  • 1 cebola roxa picada grosseiramente

  • 1/2 bulbo de funcho picado grosseiramente

  • 1 talo de aipo picado grosseiramente

  • Azeite

  • 4cm de gengibre descascado e picado grosseiramente

  • 2 dentes de alho fatiados

  • 1/2 chilli fresco sem sementes e fatiados finamente

  • 1 maço de manjericão fresco - folhas e talinhos picados

  • 1 colher de sopa de sementes de coentro

  • 2 cravos

  • 1 colher de sopa de pimenta preta moída na hora

  • Sal

  • 500g de tomate cereja ou comum picados mais 500g de tomate sem pele em lata picados

  • 200ml de vinagre de vinho tinto

  • 70g de açúcar marrom
Coloque todos os vegetais numa panela grande e de fundo grosso (tipo Le Creuset) com um pouco de azeite. Adicione o gengibre, alho, chilli, os talos de manjericão, sementes de coentro e cravos, tempere com sal e pimenta e cubra a panela com a tampa.
Cozinhe por 10 a 15 minutos até que os vegetais estejam macios, mexendo ocasionalmente. Adicione todos os tomates e 350ml de água  gelada, e deixe ferver em fogo baixo até que o líquido reduza a metade.
Acrescente as folhas de manjericão e bata o líquido num liquidificador ou mixer ou processador (eu usei o mixer). Peneire duas vezes, para que o líquido fique mais cremoso.
Volte o líquido para uma panela limpa e adicione o açúcar e o vinagre. Deixe ferver em fogo baixo até que o líquido reduza e engrosse até a consistência de ketchup. Acerte o sal.
Coloque o ketchup em vidros esterelizados, e eles durarão por bastante tempo na sua dispensa!!!

Viram como tem que ter paciência para fazer essa receita?!
Eu fiquei umas 4, 5 horas nessa função. Pessoalmente acho que valeu a pena, e a partir sou tentar só usar o caseiro. Aqui em casa ele dura tanto tempo, que se tiver que ir para cozinha prepará-lo umas duas vezes por ano acho que vai ser muito! Aí é só escolher aquele dia chuvoso que não dá vontade de sair de casa...

A primeira vez que comemos foi para acompanhar uma pizza de presunto cru com rúcula (também homemade). Depois degustamos com um hamburguer caseiro, e nessa vez tivemos outros 3 comensais, que também aprovaram!!!


PS:
No livro o Jamie Oliver dá a sugestão de usar tomates amarelos ou verdes ou laranjas para obter um ketchup dessas cores. Se optar por isso, utilize 1kg dos tomates, pois só serão usados os de mesma cor.

Wednesday, 28 July 2010

Salada de beterraba com presunto cru


Não há nada melhor do que uma boa salada para um jantar de verão...
O verão em Zug tem altos e baixos, dias ensolarados e de bastante calor e dias que mais parecem de outono. Infelizmente estamos na baixa, mas espero que no fim de semana volte a estar na alta!
Num desses lindos dias preparei essa saladinha gostosa e prática para o meu jantar.
Forre um prato com fatias de presunto cru. Adicione 1/2 beterraba crua ralada por cima.
Num bowl misture 1/2 tomate picado, 1/2 colher de sopa de alcaparras, 1/4 cebola roxa picada, 1/2 chilli sem sementes picado e um pouco de vinagre balsâmico. Adicione a mistura à salada e rale 1/2 ovo cozido por cima.
Finalize com um pouco de sal e pimenta, salsinha picada (fiquei devendo essa... não tinha em casa) e um fio de azeite extra-virgem.

Thursday, 22 July 2010

Salada de arroz vermelho com camarão e molho vietnamita



Adianto logo que a receita original levava arroz preto, mas como não tinha sufciente para mim e para o Fábio, resolvi adaptar para o que tinha em casa, o arroz vermelho. Na verdade eu só segui os preceitos da autora da receita, Nigella Lawson, que vive dizendo que cozinhar é: "you just go with what you've got". Ou seja, se vira aí com o que tem!!! :)

A receita vem do livro Forever Summer, e foi super aprovada por nós!

Ingredientes para 2 pessoas (diminui um pouco as quantidades, pois ela é exagerada demais!):


Para a salada:

  • 200g de arroz preto (usei o vermelho-não é o selvagem)
  • 200g de camarão sem casca e cru
  • Suco de meio limão siciliano
  • Sal

Para o molho vietnamita:

  • 1 dente de alho picado finamente
  • 1 chilli picado
  • 4cm de gengibre ralado ou picado finamente
  • 3 colheres de sopa de molho de peixe
  • Suco de 1 limão verde
  • 3 colheres de sopa de água
  • 2 colheres de sopa de açúcar

Cozinhe o arroz de acordo com as instruções do fabricante. Deixe esfriar.
Coloque água para ferver numa panela, adicione o suco do limão siciliano, o sal, e coloque os camarões para cozinhar por 5 minutos. Retire-os da panela e reserve.
Quando o arroz e camarões estiverem frios, misture tudo num bowl e adicione o molho mexendo bem.


PS. Caso não conheçam esses tipos de arroz, eu recomendo o da marca Ruzene. Acho q vende nos supermercados Pão de Açúcar (pelo menos no Rio).
Ainda não experimentei o vermelho dessa marca, mas o preto é ótimo. Aliás, conheci graças a minha mãe, que o "exportou" para que eu pudesse experimentar!