Wednesday, 14 September 2011

Salpicão de Frango... é brega, mas tem quem resista?!


Atire a primeira pedra quem nunca se acabou de tanto comer essa salada tão popular na nossa terrinha! Não conheço uma só pessoa que não goste desse prato tão simples, fora de moda, e vamos falar a verdade: brega, bem brega mesmo!!!!!
Esse é o tipo de prato que só podemos comer em casa, normalmente escondidos e nunca, repito, nunca fazemos num jantar ou para oferecer a algum convidado. Ou então num almoço no Gula Gula (restaurante no Rio), mas aí sem culpa nenhuma, pois lá o salpicão se disfarça e ganha o nome de salada de batata frita e preço de filé mignon! Bom, mas isso pouco importa agora porque nesse momento estou me despindo de toda a minha vaidade e assumo que eu sim gosto e gosto muito de um belo e bom salpicão, e sempre que tenho a chance de ir ao Gula Gula caio de boca no salpicão, ops, na salada de batata frita de lá, que é um luxo só! Em compensação já não tenho o costume de fazer em casa... Primeiro porque é uma sem vergonhice chamar isso de salada, pois deve engordar mais que lasanha e eu vivo em constante dieta (ela é constante porque os quilos extras não me deixam!); segundo porque não encontro batata palha por aqui e não há Cristo que vá me colocar na cozinha para fritar a minha própria; e terceiro por falta de hábito pura e simples. Nunca foi um prato que tivesse na casa da minha mãe, não fez parte da minha infância e nunca esteve muito presente na minha dieta alimentar. Aliás, acho que a minha mãe pode ser o único espécime que não curte um salpicão... 
Mesmo com todos esses contras, um certo dia sei lá porque motivo resolvi fazer salpicão. Talvez porque fosse verão e estávamos precisando de algo refrescante, mas ao mesmo tempo um pouco mais consistente do que as saladas de folhas ou talvez por pura saudade de casa. Vai saber... 

Ingredientes para 2:
  • 1 cenoura média
  • 1 peito de frango sem pele
  • 1 cubo de caldo de legumes (opcional)
  • 2 colheres de sopa de iogurte grego ou natural ou coalhada ou maionese
  • 150g ervilhas congeladas
  • 170g milho em lata
  • 50g cranberry desidratado (ou as tradicionais passas)
  • 1 talo de alho poró
  • 1 colher de chá de azeite
  • Sal e Pimenta
1. Cozinhar o frango em água salgada. Eu costumo acrsescentar um cubo de caldo de legumes.
Após esfriar, desfiar e reservar.
2. Descascar e ralar a cenoura no ralo grosso.
Reservar.
3. Descongelar as ervilhas. Eu abro a torneira de água quente da cozinho e deixo correr por cima das ervilhas por uns 2 minutinhos. 
4. Fatiar em rodelas finas o alho poró.
Aquecer o azeite num frigideira, e fritar o alho poró até que ele fique dourado e crocante.
5. Misturar todos os ingredientes (exceto o alho poró) num bowl e adicionar o iogurte (eu usei 1 colher de sopa de coalhada e outra colher de maionese light).  Misture até incorporar os ingredientes.
6. Corrigir o sal e adicionar pimenta moída na hora. Se não tiver vai a pimenta do reino velha de guerra mesmo.
7. Servir a salada em dois bowls e salpicar o alho poró frito por cima.

A salada ficou mais leve e ainda levou um ligeiro tchan com a adição do cranberry (sei que é difícil achar aí no Brasil) e do alho poró frito.
É sempre bom voltar às origens e comer aquela comidinha que faz parte da nossa vida mesmo sendo jeca, jeca, jeca!!!!

Thursday, 8 September 2011

Festival Anual de Prosciutto di San Daniele... Viajando para os confins da Itália!


Se tem algo que posso comer todos os dias sem enjoar ou reclamar é o tal do presunto cru. E olha que eu sou bem fresquinha para comer... Não como a comida que sobrou do dia anterior e nem repito o mesmo ingrediente dois dias seguidos. Sim é frescura mesmo!!!! E em altíssimo grau!
Bom, mas com presunto cru ou prosciutto como chamam lá na sua terra de origem, já é diferente... Talvez por ele ser tão versátil: vai bem num belo sanduíche, numa salada verde ou com aspargos verdes, numa pizza, no risotto; ou talvez porque seja amor verdadeiro mesmo! Daquele tipo que tenho por batata!!!! 
Só mesmo uma paixão dessa magnitude par me fazer querer ir pro interior da Itália, quase na fronteira com a Eslovênia e ainda convencer o marido a ir comigo!!!! Das duas uma: ou ele também ama demais o tal prosciutto ou eu tô podendo mesmo!!!! :-) 

Descobri esse festival no início do ano quando visitava amigos em São Paulo. Acompanhei minha querida amiga de longa data, Fabíola, à livraria da cultura na busca de um livro para a sua mãe. Quando chegamos lá cada uma foi para as respectivas sessões de interesse: ela design, e eu culinária/gastronomia. Ao chegar lá bati logo os olhos num super livro em inglês que falava de festivais de comida pelo mundo. Não adianta perguntar o nome porque já fiz uma exercício mental árduo e longas pesquisas na internet, e nada me faz lembrar! Até comprei um livro chatérrimo na internet pensando que era o dito cujo, mas foi alarme falso, e agora ainda estou aqui com essa tranqueira entulhando a minha estante de livros de culinária!!!! Quem sabe um dia não esbarro com ele novamente?!
Como o tempo era curto, dei uma rápida folheada e bati o olho justo na página em que falava do festival de Prosciutto di San Daniele. Rapidamente, anotei no meu moleskine vermelho as informações básicas para checar os detalhes na internet depois que chegasse em casa. Meses se passaram até que numa tarde de junho eu passei olho por essa anotação e resolvi, finalmente, me informar sobre o que era o evento. O festival aconteceria dentro de poucas semanas, no final de semana de 24 a 27 de junho.  É por essas e outras que eu acredito que nada acontece por acaso... 
Esperei o Fábio chegar em casa, falei com ele sobre o festival e imediatamente ele me disse: "mas é claro que nós vamos!".  Ai, ai... Salve ele que acompanha a mulher nesses programinhas de food bloggers!!!

Como o percurso era longo, resolvemos parar no meio do caminho e curtir 2 dias na terra de Romeu e Julieta - Verona. De lá seguimos viagem para a charmosa cidade de Udine, onde ficamos hospedados. 
O festival acontece na pequenina cidade de San Daniele del Friuli, vizinha a Udine, no nordeste da Itália. A cidade gira em torno na seu filho famoso, e para apresentá-lo com estilo o centro da cidade é todo fechado e barraquinhas vendendo de um tudo ocupam as ladeiras da parte antiga. 
Como era de se esperar, lá comi o melhor prosciutto di San Daniele da minha vida. Serviam já fatiados com melão em cubos (que eu detesto) ou grissini, que eram consumidos nas logas mesas comunitárias espalhadas pela cidade, que fervilhava de gente indo e vindo ao som de bandas e DJs espalhados pelos quatro cantos. Também se podia comprar a pata inteira, por volta de 300 euros, ou pedaços já embalados a vácuo. 
Além das barracas de presunto ainda tinha uma grande tenda onde aconteciam aulas de culinária ao longo do dia ensinando receitas com o prosciutto, outras barracas vendendo roupas, brinquedos de madeira e outras quinquilharias mais.









Foi um dia super bacana e tanto eu quanto o Fábio curtimos a viagem, mas será que iremos no próximo ano?
Hum... acho que não. Valeu muito a pena ter ido, conhecido o festival, degustado o prosciutto na sua terra de origem, mas acho que as lembranças e as belas fotos já bastam!

Wednesday, 7 September 2011

Curry de Frango com Arroz de Coco... Receitinha especial da titia!



Já falei aqui que a minha tia Glória é uma grande inspiração para mim, né?! 
Ela é super talentosa e tudo o que sai da sua linda cozinha tem sempre um perfume especial, um sabor único e, invariavelmente, uma apresentação digna de restaurantes com estrelas michelin!
Vocês podem pensar que é exagero de uma sobrinha impressionada, mas te prometo que se vocês tivessem a chance de experimentar o arroz com feijão que fosse, já ficariam maravilhados! Na verdade, vocês tinham mesmo é que experimentar o seu molho de mostarda. Hum... me dá água a boca só de pensar!!!! Ele é tão bom, tão bom, tão bom que necessito tê-lo sempre na minha dispensa. Quando o estoque está chegando ao fim, eu trato de mandar sinais de fumaça para a minha mãe, que repassa a minha informação à minha tia, que por sua vez decodifica a mensagem e gentilmente me manda mais umas amostras.  


Nessa minha última visita ao Rio tive um super workshop com a minha tia, quando aprendi a fazer a maionese perfeita. Nesse mesmo dia ela me passou uma receita de curry que ela dizia ser, além de saborosa, perfeita para quando se tem vários convidados.
Como não marco touca, tão logo voltei a Zug tratei de organizar um jantar com uns amigos para que eu pudesse colocar logo em prática essa receita que me encheu de expectativas. E adianto aqui que não decepcionou...



Ingredientes para 6 sortudos:
Curry de Frango
  • 1kg de peito de frango sem pele, cortado em cubos
  • 1kg cebola ralada
  • 1kg maçã descascada e ralada
  • 100g gengibre ralado
  • 4 dentes de alho espremidos
  • 2 colheres de sopa de curry
  • 1/2 colher de sopa de semente de coentro
  • 1/2 colher de sopa de semente de cominho
  • 100ml mango chutney
  • 1 pau de canela
  • 1/2 colher de sopa de óleo vegetal 
  • Sal e Pimenta
Aqueça o óleo numa panela grande. Frite a cebola, o gengibre e o alho espremido até que fiquem amolecidos.
Adicione os cubos de frango e frite até dourar. 
Acrescente o curry, as sementes de cominho e coentro, a canela em pau e a maçã ralada. Mexa bem para incorporar todos os ingredientes e cubra com água, mexendo de vez em quando.
Quando o caldo começar a engrossar e as maçãs a se desfazerem, é hora de adicionar o mango chutney.
Deixe ferver em fogo baixo por mais 30 minutos, e está pronto para ser servido.
Arroz de Coco
  • 450g arroz do tipo basmati (é um arroz típico indiano. se não encontrar, pode usar o normal) 
  • 1/2 colher de sopa de óleo
  • 500ml leite de coco
  • 425ml água
  • 1/2 canela em pau
  • 1 colher de chá de raspa de limão (usei o siciliano)
  • 2 colheres de chá de sal
Aqueça o óleo numa panela média. 

Adicione o arroz, sal, a caela em pau e as raspas de limão. Mexa constantemente até que os grão estejam translúcidos.

Acrescente o leite de coco e a água. Dê uma mexida e tampe.

Deixe ferver em fogo baixo por 20 minutos ou até que todo o líquido tenha evaporado.

>> Se preferir pode servir o curry com arroz basmati branco, mas eu aconselho o de coco. É super simples de fazer também e é o acompanhamento perfeito! 

Fica super legal oferecer na mesa para os convidados se servirem pequenos bowls com: passas, amendoim sem sal, ovos cozidos e fatiados (omiti), coco seco ralado e mango chutney.

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Sunday, 4 September 2011

Após um longo e tenebroso inverno... estou de volta!

Não tem desculpa que explique esse longo sumiço!!!! É claro que eu tenho as minhas razões para ter abandonado o blog e vocês, mas nada que justifique!!!!
A verdade é que estava bem envolvida no projeto de transformar esse blog em bilíngue. Há muito tempo venho pensando em escrever não apenas em português, mas também em inglês. 
Desde que me mudei do Rio o inglês tem sido a língua mais presente no meu dia a dia. Fiz vários amigos de nacionalidades diversas, mas que infelizmente não falam português e ficam de fora dessa parte tão importante da minha vida. Também não era justo migrar para o inglês e deixar vocês na mão! Já temos uma história antiga e não seria justo abandoná-los assim de uma hora para outra! 
O projeto está em (lento) andamento... 
A minha idéia era usar o mesmo endereço para os blogs, e num simples click permitir os leitores escolherem a língua em que querem ler. Por enquanto ainda não vai ser assim... mas em breve vou sacudir  a poeira e botar esse blog potente para funcionar!!! Comigo as coisas são mais lentas... Paciência, meu povo!!!!

Continuarei usando esse espaço para os meus leitores de língua portuguesa e criei um novo blog em inglês Spoon of What? , que ainda está engatinhando e certamente passará por diversas mudanças.

Espero vocês lá para uma espiadinha e comentários! 


Já estou com várias receitas para postar e só ficarem ligados que já já pinta (finalmente!!!!) coisa nova aqui nesse canto!

Wednesday, 4 May 2011

"Cake Salé", Bolo Salgado Francês


Eu sou muito mais de salgado do que doce; a verdade é que essa sempre foi a minha preferência, apesar de ser louca por chocolate. Eu troco qualquer coisa por uma comidinha salgada, e talvez por isso esteja numa fase tão intensa de bolos e muffins salgados.
Numa pesquisa de receitas de bolos salgados descobri esse artigo do NY Times [aqui], que falava sobre esse tal cake salé e explicava que esse tipo de bolo é muito comum na França. Apesar da sua popularidade, esse não é o tipo de coisa que se encontra numa boulangerie, mas apenas nos lares franceses.
O cake salé tradicional leva presunto e azeitona, mas a verdade é que se pode ter uma incrível variação de sabores, é só deixar fluir a imaginação! A base é sempre a mesma: farinha, azeite ou manteiga e ovos; e à ela pode-se adicionar uma infinidade de ingredientes como: feta, atum, abobrinha, gorgonzola, tomate seco, nuts... e o que mais der na telha ou estiver dando sopa na geladeira!
A receita que eu fiz veio do blog Citron & Vanille, e foi aprovadíssima!

Receita:
  • 180g de farinha
  • 1 colher de sopa de fermento químico
  • 3 ovos
  • 90ml de azeite
  • 100ml de leite
  • 200g de presunto em cubinhos
  • 160g de queijo gruyère
  • 100g de azeitona verde picada
  • Pitada de sal e pimenta
1. Pré-aquecer o forno a 190C.

2. Num bowl, misturar a farinha e o fermento.

3. Num outro bowl, juntar os ovos, azeite e leite misturando bem.

4. Adicionar à mistura da farinha e fermento e mexer cautelosamente até obter uma mistura homogênea.

5. Mesclar o restante dos ingredientes: queijo, presunto e azeitonas; uma pitada de sal e pimenta, e mexer.
É importante não bater demais a massa, mexa cuidadosamente apenas que os ingredientes se incorporem por completo à massa.

6. Despejar numa forma de pão(*) untada (retangular, daquelas bem estreitas) e assar por 45 minutos.(*) Se for usar uma forma anti-aderente não e necessário untá-la.


Sunday, 17 April 2011

Sopa Cremosa de Lentilha Vermelha



Amo lentilha de todas as cores e tamanhos, mas para mim a vermelha é a mais perfeita para sopas. Ela desmancha por completo, deixando a sopa cremosa ao invés de pedaçuda e cheia de grãos. Não que eu não seja amante das sopas mais sólidas, sim, sou, mas gosto ainda mais ainda das sopas aveludadas.
Essa receita veio do ótimo livro The Essential Mediterranean Cookbook. Já fiz algumas receitas receitas dele, como essa e algumas outras que eu nunca fotografei, mas que o farei em breve porque são sempre deliciosas. Aliás, o fato é que as versões de algumas receitas desse livro são melhores do que as de outros livros que eu tenho, como a de tapenade [aqui] e hummus. 

Ingredientes para 6 pessoas:
  • 1 1/2 colher de chá de sementes de cominho
  • 185g de lentilha vermelha
  • 80g de manteiga
  • 1 cebola grande picada
  • 1 1/2l de calde de frango ou carne (se quiser fazer uma versão vegetariana é só utilizar caldo de legumes)
  • 2 colheres de sopa de farinha
  • 2 gemas de ovo
  • 185ml de leite
1. Tostar as sementes de cominho num frigideira pequena até que comecem a estalar e exalar o aroma. Não é necessário usar nenhum tipo de óleo.
Deixe esfriar e depois moa as sementes no pilão.

2. Lavar as lentilhas em água fria.

3. Em fogo médio, fritar a cebola em metade da manteiga até que fiquem amolecidas. Adicionar a lentilha, o cominho moído e o caldo, e deixar levantar fervura.

4. Tampar a panela e cozinhar por cerca de 30 minutos, até que as lentilhas estejam cozidas. 

5. Depois de frio, bater no liquidificador até ficar cremoso.

6. Derreter, em fogo baixo, o restante da manteiga numa outra panela. Adicionar a farinha e  mexer por uns 2 minutos ou até que comece a espumar.
Juntar a sopa aos poucos, mexendo sempre, e deixar cozinhar em fogo baixo por cerca de 5 minutos.

7. Misturar as gemas e o leite num bowl. Colocar uma concha de sopa, e misturar bem.
Juntar a mistura à sopa e mexer constantemente.
Não ferver a sopa ou então o ovo vai coagular e formar uns pedacinhos.

8. Ajustar o sal e pimenta.
E está pronta para ser servida!



Tuesday, 12 April 2011

Aspargos brancos com molho de hortelã e limão siciliano



Nem acredito que chegou a época de aspargos... Como eu amo!!!
Dessa vez o primeiro que apareceu por aqui foi o branco, que apesar de não ser o meu predileto, resolvi trazer para casa mesmo assim... A verdade é que quis dar mais uma chance para ele.
Essa receita ficou excelente. Perfeita para esse período do ano e ainda mais para acompanhar o filé que fiz grelhado!!!

500g de aspargos brancos
50g de manteiga
Suco de 1/2 limão siciliano
Hortelã
Sal
Pimenta


Descasque a parte externa do aspargo com um descascador de legumes - da pontinha para baixo.
Em seguida amarre os aspargos juntos num maço (eu usei uns barbantes de silicone excelentes que comprei no supermercado daqui).
Ferva água com sal numa panela que caiba o maço de aspargos em pé. Se for o caso, corte um pouco a pontinha dele para que caiba na panela.
Enquanto isso, faça uma pasta com 1/2 maço de hortelã no pilão.
Derreta a manteiga numa frigideira. Adicione sal e pimenta, e em seguida a polpa de hortelã e o suco de limão siciliano. Misture bem, e retire do fogo quando começar a borbulhar.
Cozinhar os aspargos por 5 minutos na água fervente. Depois desligar o fogo, e deixá-los na panela com água por mais 10 minutos.
Escorra os aspargos. Sirva e regue o molho por cima, decorando com umas folhinhas de hortelã.

Valeu ter dado mais uma oportunidade para os aspargos brancos, mas continuo preferindo os verdes!

Saturday, 9 April 2011

Risoto de abóbora com carne seca queijo de coalho


Mais um post da minha temporada carioca... Na verdade, o último!
Depois de mais de 2 meses de férias no Rio, chegou a hora de dizer adeus! Ô hora mais triste!!!
Para espantar essa tristeza resolvi preparar um jantar com sabores bem brasileiros para a minha família, incluindo a tal tia Glória, que me ensinou a fazer aquela maionese deliciosa aqui!
Confesso que fiquei meio tensa de cozinhar para a masterchef da família Duarte, mas justamente por ser família achei que de repente se algo saísse errado eles relevariam o incidente. hihihi
No fundo no fundo eu estava é bem empolgada!!! Não costumo ficar muito nervosa quando sou colocada à prova na cozinha. Ainda mais quando cozinho algo que estou bem acostumada a fazer, que é o caso do risoto.

Ingredientes:
(As quantidades foram no olhômetro mesmo... Gosto de cozinhar assim, sem muita medida!)

Arroz arbóreo
Carne seca
Queijo de coalho
Abóbora
Vinho Branco
Caldo de galinha
Cebola
Tomilho fresco
Azeite extra virgem
Sal e pimenta

A receita de risoto é aquela velha conhecida de sempre... 
Refogar a cebola no azeite até ela estar amolecida e transparente. Adicionar o arroz, e mexer por uns 2 minutos. Em seguida adicionar 1 taça de vinho branco (seco de preferência), e mexa até evaporar. A partir daí, acrescentar 1 concha de caldo de galinha por vez até que o arroz esteja cozido. O importante é colocar a próxima concha de caldo só depois que já não tiver quase líquido na panela.
Quando o arroz estiver mais ou menos no meio do caminho - já inchadinhos, mas ainda bem durinho, acrescentar a abóbora amassada.
A abóbora foi feita da seguinte maneira: descascar; cortar em cubos; colocar num tabuleiro; temperar com sal pimenta e azeite; salpicar alguns galhos de tomilho fresco por cima; depois levar ao forno até que estejam cozidas e tenras. Quando saírem do forno basta dar uma amassada com o garfo e já estão prontas para serem adicionadas ao risoto. Quem preferir que a abóbora esteja mais cremosa, basta passá-la no processador, pois com o garfo sobram uns pedaços maiores, que eu acho um luxo puro!!!!
Adicione a abóbora aos poucos, até atingir a quantidade que você acha ideal.
Numa outra panela, cozinhe a carne seca, trocando de água por umas 3 vezes até que esteja amolecida.
Esperar esfriar e desfiar.
Numa frigideira, esquente um pouco de azeite em fogo alto e frite a carne seca desfiada até que fique bem crocante.
Corte o queijo de coalho em pequenos cubos. Grelhe os cubinhos numa frigideira anti-aderente ate que esteja bem douradinhos.
Sirva o risoto, salpique a carne seca por cima e finalize com uns cubinhos de queijo de coalho por cima. 
Decore com um galhinho de tomilho e está pronto para impressionar a sua família também!

Prometo que vai fazer um sucesso, pois lá em casa foi elogiado por  TODOS!!!!

Tuesday, 5 April 2011

Ravioli de massa de pastel


Essa receita é a marca registrada no meu pai na cozinha! Tão especial que é a única que ele tem!!! :)
Não sei de onde vem a idéia de fazer ravioli com massa de pastel, mas sei que ele já faz isso há muitos anos. E sei também que fica bom demais!!!
Nessa minha longa temporada no Rio, eu tive tempo de não só comer todas as coisas que adoro e de que morro de saudade, mas também de comer bastante em casa. Foi numa noite assim, em que estávamos os meus pais e eu dentro da toca, que o meu pai resolveu exibir todo o seu talento culinário! Claro que eu tive que me meter e dar uma bisbilhotada, né?! Não é porque estou longe da minha cozinha que não me meterei na dos outros!!!!
O meu pai usou a massa de pastel pequena, da marca Carneiro.
O recheio foi de ricota. E as medidas meio de olho...
  • 200g de ricota
  • Parmesão ralado (não sei a medida... o meu pai usa o queijo também para dosar o sal)
  • Nozes moídas 
  • Suco de 1/2 limão siciliano
  • Noz moscada ralada
  • Sal
  • Pimenta
1. Esfarelar a ricota e junte o restante dos ingredientes, misturando bem. 
2. Dispor o recheio no meio de cada massa de pastel, dobre ao meio - no formato de um pastel - e feche bem (com um garfinho) para que o recheio não escape durante o cozimento.
3. Ferver água com sal numa panela grande.
4. Levar os raviolis na água fervente, e retirá-los quando subirem a superfície.
5. Cozinhar os raviolis aos poucos, para que não grudem uns nos outros.



Para o molho tivemos duas opções: sugo e manteiga de sálvia. Eu, particularmente, preferi o de manteiga, pois acho que o molho de tomate camufla demais o gosto da ricota, que é bem suave.
Para o molho de tomate fiz um bem simples. Refogado de bacon em cubos, cebola roxa e alho; tomate pelado (o da lata), sal, pimenta, manjericão desidratado e uma colherzinha de chá de açúcar para dar uma quebrada na acidez. Deixe cozinhando por quanto tempo puder.
Para o molho de manteiga de sálvia eu usei: 75g de manteiga sem sal e folhas de sálvia. 
Derreta a manteiga numa frigideira. Quando começar a espumar adicionar a sálvia, e fritar por alguns segundos. Adicionar sal e pimenta e... É isso! Tá pronto!!!
Esse molho é fácil, fácil e vai muito bem com massas recheadas com ricota ou abóbora. 


 
Um jantarzinho gostoso preparado no conforto da casa dos meus pais em pleno verão carioca! 

Monday, 4 April 2011

Pudim de Leite... para o meu pai




Eu não gosto de pudim de leite!!!
Sei que é uma maneira um pouco estranha de começar um post, mas não posso deixar de compartilhar isso com vocês. Acho doce demais, com uma consistência esquisita e um gosto desinteressante. A verdade é que eu sou a única pessoas que eu conheço que não gosta de pudim de leite. Sério mesmo! E ainda tenho que ouvir sempre os mesmos comentários chocados das pessoas para quem conto isso: "Não acredito que você não gosta de pudim!!!'.
Imagino que você deva então estar se perguntando por que diabos eu resolvi fazer um pudim de leite. E essa é realmente uma boa pergunta, mas a resposta é bem simples, e já está explicada no título... Fiz para o meu pai, que ao contrário de mim é super fã de pudim!
A minha temporada de férias no Rio foi bem longa esse ano. Passei 2 meses e meio fugida do inverno suiço e só curtido o verão carioca na casa dos meus pais! Passando esse tempo todo lá eu tinha que fazer uma graça, né?! 
Escolhi fazer o pudim porque o meu pai me pediu e porque como sou filhinha do papai, e quero manter esse meu status, então trato de tentar agradar a ele, que está sempre me enchendo de paparicos e atenção.
Essa receita vem do blog Cozinha Pequena, e você encontra ela aqui...

Ingredientes: 
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de leite (usar a medida da lata de leite condensado)
  • 3 ovos
  • 1 xícara de açúcar

Preparo:

1. Derreter o açúcar em fogo baixo, até o ponto de caramelo.
2. Despejar o caramelo numa forma de pudim, e espalhar por toda superfície.





3. Deixar a forma esfriar. 
4. Bater o restante do ingredientes no liquidificador por 2 minutos.
Diz a crença popular que quanto mais tempo se bate no liquidificador, mais cremoso o pudim fica.
5. Despejar o creme na forma.





6. Levar ao forno em banho-maria (imergir a forma de pudim em uma outra forma com água) por cerca de 45 minutos - 1 hora. 
Vale fazer o velho testo do palito de dente para checar se está realmente pronto (enfiar ele no pudim, e se sair limpo é porque já está pronto).
7. Deixar esfriar e levar à geladeira por algumas horas.
8. Desenformar gelado.
Se o pudim não estiver soltando da forma, leve por alguns segundos ao fogo só para a calda amolecer, e desenforme.


Thursday, 10 March 2011

Fazendo maionese com a tia Glória

Vou começar esse post esclarecendo quem é a tal tia Glória... 
Então, a tia Glória é casada com o meu tio Jorge e dona de um talento incrível! A minha tia não só cozinha divinamente, mas com perfeição. Eu NUNCA, eu disse NUNCA comi nada que a minha tia tivesse preparado que não estivesse saboroso. Além disso, não há uma só vez em que a mesa não esteja super bem decorada, com louças divinas e comidas lindas de se ver e de comer!
Dito isso, aproveitei a minha temporada carioca para pedir a ela que me ensinasse a fazer maionese. Eu sou louca de paixão por maionese, e não preciso nem dizer que a da tia Glória é perfeita! A verdade é que apesar do preparo ser fácil, eu nunca acerto o ponto! Algumas receitas ficam com muito gosto de azeite, outras duras e amareladas demais... Enfim, só mesmo com o coaching da minha tia para eu aprender de uma vez por todas a preparar maionese.
Numa bela tarde fui então à casa dela e posso dizer agora que finalmente aprendi a fazer maionese... Agora iniciou-se uma nova era na minha vida, nada mais de maioneses industrializadas na minha cozinha!!!!
Anotem aí a receita...

Maionese da Tia Glória
Rende em torno de 300g

1 ovo
1 e 1/4 xícara de chá de óleo (pode ser de canola ou girassol)
1 colher de chá de mostarda dijon
1/2 colher de chá de sal (rasa)
Pimenta do reino branca

1 colher de sopa de suco de limão siciliano ou de vinagre de vinho branco
3 gotas de tabasco (opcional)
1 dente de alho
1/2 colher de chá de ervas de provence



Bater num processador ou liquidificador por 1 minuto o ovo,  1/4 da xícara de chá de óleo, a mostarda e o sal. Logo em seguida, ligar novamente o processador e acrescentar o óleo em fio. 
Detalhe importante: adicionar o óleo de forma constante, sempre na mesma quantidade.



Depois que todo o óleo tiver sido adicionado, acrescentar o suco de limão ou vinagre, o tabasco se for usar, alho e as ervas de provence. Pulsar por alguns segundos.


Monday, 31 January 2011

Nova Aquisição... PLENTY, o novo livro de Yotam Ottolenghi



Costumo ir a Londres pelo menos umas duas vezes por ano; para matar um pouco das saudades dessa cidade que eu amo e dos bons amigos que lá deixamos. Sempre que vou para lá volto para casa com alguns livrinhos de culinária, já virou regra! Na verdade, essa é a minha salvação, pois os livros em inglês aqui custam os olhos da cara e o meu nível de alemão ainda é muito baixinho para conseguir ler os que vendem aqui.
Na última ida comprei Plenty, o novo livro do Yotam Ottolenghi, um chef isralense baseado em Londres. O chef também possui uma rede de restaurantes na cidade [aqui] que leva o sobrenome dele. São quatro filiais, sendo que apenas uma delas, a de Islington, é um restaurante propriamente dito, o restante é concentrado em vender comidas e doces para serem consumidos fora, o famoso take-away. Para os que tiverem uma chance de ir a Londres, recomendo muito uma ida ao Ottolenghi, pois a comida é divina. E se tiverem um pouco mais de tempo para ir ao restaurante, vale a pena fazer uma reserva.
O livro é uma inspiração em vários sentidos, além de receitas fantásticas, inovadoras e perfumadas com ervas e temperos do Oriente Médio, também tem fotos lindas. O livro é exclusivamente vegetariano, que era exatamente o que eu estava procurando, já que estou pensando em diminuir um pouco a quantidade de carne que consumimos. Não me entenda mal, não tenho a mínima intenção de me tornar vegetariana. Nunca conseguiria viver feliz sem comer peixe e uma bela picanha, mas acho que é importante para o nosso organismo e também para o meio-ambiente reduzirmos um pouco o nosso consumo, já que aqui em casa comemos um tipo de carne praticamente todos os dias.









Para quem se interessar um pouco mais sobre o Yotam Ottolenghi, pode acompanhar a coluna semanal dele - The New Vegetarian - publicada todos os sábados no jornal inglês Guardian [aqui] com receitas super apetitosas.
Ainda não tive a chance de fazer nenhuma receita do meu livro novo, mas não vejo a hora disso acontecer! :)

Monday, 24 January 2011

Mini-Quindim



Outro dia fiz um roulade de chocolate com castanha portuguesa que usava apenas claras para a massa, resultado: além de um roulade bem desengonçado ( a massa cozinhou demais e eu não consegui enrolar como devia, então ele virou um pequeno bolinho, que ficou muito gosotso mas feiuxo) e 5 gemas. Obviamente que no dia seguinte me pus a buscar receitas que usassem apenas gemas, pois em hipótese alguma eu teria coragem de jogá-las no lixo. Claro que de cara a primeira receita que me veio à mente foi quindim, e por isso me pus a buscar uma receita. Comecei a saga pelo único livro de comida brasileira que tenho em casa, e fiquei chocada com a quantidade de ovos que a recita pedia, para lá de 10! Como assim?!
A minha intenção era acabar com as tais gemas e não fazer um quindim tamanho família. Comecei então a xeretar na internet quando tive a sorte de não apenas achar uma receita maravilhosa e feita sob medida para as minhas exigência, mas também descobrir mais um fantático foodblog: Flagrante Delícia, da chef portuguesa Leonor de Sousa Bastos (seria uma parente distante???).

Ingredientes para 12 unidades:
  • 5 gemas
  • 25 g. de coco ralado
  • 75 ml de leite de coco
  • 100 g. de açúcar
1. Pré-aqueça o forno a 140C.

2. Unte 12 forminhas com bastante manteiga e açúcar.

3. Peneire as gemas. (Esse passo é indispensável, pois é preciso retirar a pele que envolve a gema para que os quindins não fiiquem com gosto ou cheiro de ovo)
4. Adicione os outros ingredientes, misturando bem.

5. Preencha as forminhas (usei as de mini-muffins) até 2/3 da sua altura.

6. Cozinhe em banho-maria (dentro de um tabuleiro com água), coberto com papel de alumínio por cerca de 45 minutos.

Dica: os quindins estão prontos quando o coco ralado estiver na superfície.

7. Desenforme-os ainda mornos.

A receita não apenas cumpriu o requisito básico: usar as 5 gemas, mas também me proporcionou matar a saudade desse docinho que eu amo e nunca tenho a chance de comer (não existe na Suiça).

Tuesday, 18 January 2011

Sopa de Abóbora com Cogumelos Cepes Grelhados



Sopinha deliciosa para aquecer os comensais no inverno...
Receitinha retirada do livro First Crack your Egg!, do John Burton Race & Angela Hartnett.

Ingredientes para 4 pessoas:
  • 1 abóbora, descascada, sem as sementes e em cubos 
  • 50g de manteiga
  • 2 colheres de sopa de vinho de branco
  • 50g de casca de parmesão (eu omiti)
  • Parmesão em cubinhos (eu usei gruyère)
  • 900ml de caldo de galinha
  • Creme de leite (eu omiti)
  • Azeite trufado (opcional)
  • 1 - 2 colheres de sopa de azeite
  • Cogumelos cepes picados ou algum outro tipo de cogumelo selvagem (eu usei porcini seco)
Suar a abóbora em cubos numa panela com manteiga em fogo baixo.
Adicionar o vinho branco, e tampar a panela deixando cozinhar por cerca de 10 minutos ou até que as abóboras estejam amolecidas.
Adicionar a casca do parmesão e o caldo de galinha.
Após ferver, abaixar o fogo e cozinhar por aproximadamente 20 minutos ou até que as abóboras estejam bem cozidas.
Descartar a casca do parmesão.
Bater a mistura com o mixer até que esteja cremosa (eu não utilizei toda o caldo do cozimento).
Peneirar a sopa, e acertar a consistência adicionando um pouco do caldo do cozimento e/ou creme de leite.
Grelhar no azeite os cogumelos picados. (Como eu usei porcini seco, tive que hidratá-los em água quente por 20 minutos. Depois de picados grelhei-os numa frigideira com azeite.)
Servir a sopa e salpicar por cima cubinhos de queijo e um punhado de cogumelos.
Se tiver em casa vale a pena regar um pouquinho de azeite trufado por cima. Para mim esse pequeno detalhe fez toda a diferença!!!

Tuesday, 11 January 2011

Tortinhas de alho-poró com cheddar e bacon


Essa receitinha veio direto do blog La Cucinetta, da Ana Elisa. Dei de cara com ela quando estava à procura de uma receita gostosinha para fazer para um balaco que estávamos organizando aqi em casa para a galera do trabalho do Fábio. A receita original [aqui] levava cogumelos, mas eu optei por fazer com alho-poró, queijo cheddar e bacon, pois eu já estava servindo cogumelos recheados com gorgonzola. Eu adoooooro cogumelos e certamente vou fazer a receita de novo, dessa vez seguindo a sugestão da Ana.

Ingredientes para 48 tortinhas:

230g cream cheese
6 colheres de sopa de manteiga, em temperatura ambiente
220g + 2 colheres de chá de farinha de trigo
4 talos de alho-poró, fatiados finamente
150g de bacon picado
2 ovos grandes
1 xicara de queijo cheddar, ralado grosseiramente


Num bowl, misture o cream cheese e 4 colheres de sopa de manteiga com uma batedeira em velocidade média por 1 minuto. Em seguida, adicione 220g de farinha, e bata em velocidade baixa por mais 1 minuto ou ate que a massa fique bem integrada.
Forme uma bola, enrole com papel file e deixe na geladeira por 1 hora.
Fritar o bacon em cubinhos na sua própria gordura, escorra num papel toalha para que fique bem sequinho. Frite o alho-poró fatiado na gordura do bacon até que ele esteja amolecido, e reserve.
Bata o ovo com 2 colheres de sopa de farinha, e junte o bacon, o alho-poró e o cheddar, mesclando bem os ingredientes até estejam bem incorporados.
Pré-aquecer o forno a 190C.
Divida a massa em 2 ou em 4, depende do número de forminhas de mini muffins que se tenha. Eu como tenho uma de 12, tive que fazer 4 fornadas. O restante da massa deve ser mantida na geladeira.
Forre as forminhas com um pouco da massa. Se você for jeitosinho (a) como eu, não conseguirá forrar perfeitamente, mas não se preocupe pois no fim isso não afeta a apresentação das tortinhas.
Em seguida, preenche-as com o recheio, e leve para assar por cerca de 15 minutos ou ate que o recheio esteja dourado.
Desinforme-as ainda mornas, e sirva. Elas também ficam boas servidas em temperatura ambiente.



Ficou uma delícia!
Adorei a massa; super leve e crocante, e de quebra ainda facílima de fazer. O recheio também fez bonito e ficou bem harmonioso.