Saturday, 9 April 2011

Risoto de abóbora com carne seca queijo de coalho


Mais um post da minha temporada carioca... Na verdade, o último!
Depois de mais de 2 meses de férias no Rio, chegou a hora de dizer adeus! Ô hora mais triste!!!
Para espantar essa tristeza resolvi preparar um jantar com sabores bem brasileiros para a minha família, incluindo a tal tia Glória, que me ensinou a fazer aquela maionese deliciosa aqui!
Confesso que fiquei meio tensa de cozinhar para a masterchef da família Duarte, mas justamente por ser família achei que de repente se algo saísse errado eles relevariam o incidente. hihihi
No fundo no fundo eu estava é bem empolgada!!! Não costumo ficar muito nervosa quando sou colocada à prova na cozinha. Ainda mais quando cozinho algo que estou bem acostumada a fazer, que é o caso do risoto.

Ingredientes:
(As quantidades foram no olhômetro mesmo... Gosto de cozinhar assim, sem muita medida!)

Arroz arbóreo
Carne seca
Queijo de coalho
Abóbora
Vinho Branco
Caldo de galinha
Cebola
Tomilho fresco
Azeite extra virgem
Sal e pimenta

A receita de risoto é aquela velha conhecida de sempre... 
Refogar a cebola no azeite até ela estar amolecida e transparente. Adicionar o arroz, e mexer por uns 2 minutos. Em seguida adicionar 1 taça de vinho branco (seco de preferência), e mexa até evaporar. A partir daí, acrescentar 1 concha de caldo de galinha por vez até que o arroz esteja cozido. O importante é colocar a próxima concha de caldo só depois que já não tiver quase líquido na panela.
Quando o arroz estiver mais ou menos no meio do caminho - já inchadinhos, mas ainda bem durinho, acrescentar a abóbora amassada.
A abóbora foi feita da seguinte maneira: descascar; cortar em cubos; colocar num tabuleiro; temperar com sal pimenta e azeite; salpicar alguns galhos de tomilho fresco por cima; depois levar ao forno até que estejam cozidas e tenras. Quando saírem do forno basta dar uma amassada com o garfo e já estão prontas para serem adicionadas ao risoto. Quem preferir que a abóbora esteja mais cremosa, basta passá-la no processador, pois com o garfo sobram uns pedaços maiores, que eu acho um luxo puro!!!!
Adicione a abóbora aos poucos, até atingir a quantidade que você acha ideal.
Numa outra panela, cozinhe a carne seca, trocando de água por umas 3 vezes até que esteja amolecida.
Esperar esfriar e desfiar.
Numa frigideira, esquente um pouco de azeite em fogo alto e frite a carne seca desfiada até que fique bem crocante.
Corte o queijo de coalho em pequenos cubos. Grelhe os cubinhos numa frigideira anti-aderente ate que esteja bem douradinhos.
Sirva o risoto, salpique a carne seca por cima e finalize com uns cubinhos de queijo de coalho por cima. 
Decore com um galhinho de tomilho e está pronto para impressionar a sua família também!

Prometo que vai fazer um sucesso, pois lá em casa foi elogiado por  TODOS!!!!

Tuesday, 5 April 2011

Ravioli de massa de pastel


Essa receita é a marca registrada no meu pai na cozinha! Tão especial que é a única que ele tem!!! :)
Não sei de onde vem a idéia de fazer ravioli com massa de pastel, mas sei que ele já faz isso há muitos anos. E sei também que fica bom demais!!!
Nessa minha longa temporada no Rio, eu tive tempo de não só comer todas as coisas que adoro e de que morro de saudade, mas também de comer bastante em casa. Foi numa noite assim, em que estávamos os meus pais e eu dentro da toca, que o meu pai resolveu exibir todo o seu talento culinário! Claro que eu tive que me meter e dar uma bisbilhotada, né?! Não é porque estou longe da minha cozinha que não me meterei na dos outros!!!!
O meu pai usou a massa de pastel pequena, da marca Carneiro.
O recheio foi de ricota. E as medidas meio de olho...
  • 200g de ricota
  • Parmesão ralado (não sei a medida... o meu pai usa o queijo também para dosar o sal)
  • Nozes moídas 
  • Suco de 1/2 limão siciliano
  • Noz moscada ralada
  • Sal
  • Pimenta
1. Esfarelar a ricota e junte o restante dos ingredientes, misturando bem. 
2. Dispor o recheio no meio de cada massa de pastel, dobre ao meio - no formato de um pastel - e feche bem (com um garfinho) para que o recheio não escape durante o cozimento.
3. Ferver água com sal numa panela grande.
4. Levar os raviolis na água fervente, e retirá-los quando subirem a superfície.
5. Cozinhar os raviolis aos poucos, para que não grudem uns nos outros.



Para o molho tivemos duas opções: sugo e manteiga de sálvia. Eu, particularmente, preferi o de manteiga, pois acho que o molho de tomate camufla demais o gosto da ricota, que é bem suave.
Para o molho de tomate fiz um bem simples. Refogado de bacon em cubos, cebola roxa e alho; tomate pelado (o da lata), sal, pimenta, manjericão desidratado e uma colherzinha de chá de açúcar para dar uma quebrada na acidez. Deixe cozinhando por quanto tempo puder.
Para o molho de manteiga de sálvia eu usei: 75g de manteiga sem sal e folhas de sálvia. 
Derreta a manteiga numa frigideira. Quando começar a espumar adicionar a sálvia, e fritar por alguns segundos. Adicionar sal e pimenta e... É isso! Tá pronto!!!
Esse molho é fácil, fácil e vai muito bem com massas recheadas com ricota ou abóbora. 


 
Um jantarzinho gostoso preparado no conforto da casa dos meus pais em pleno verão carioca! 

Monday, 4 April 2011

Pudim de Leite... para o meu pai




Eu não gosto de pudim de leite!!!
Sei que é uma maneira um pouco estranha de começar um post, mas não posso deixar de compartilhar isso com vocês. Acho doce demais, com uma consistência esquisita e um gosto desinteressante. A verdade é que eu sou a única pessoas que eu conheço que não gosta de pudim de leite. Sério mesmo! E ainda tenho que ouvir sempre os mesmos comentários chocados das pessoas para quem conto isso: "Não acredito que você não gosta de pudim!!!'.
Imagino que você deva então estar se perguntando por que diabos eu resolvi fazer um pudim de leite. E essa é realmente uma boa pergunta, mas a resposta é bem simples, e já está explicada no título... Fiz para o meu pai, que ao contrário de mim é super fã de pudim!
A minha temporada de férias no Rio foi bem longa esse ano. Passei 2 meses e meio fugida do inverno suiço e só curtido o verão carioca na casa dos meus pais! Passando esse tempo todo lá eu tinha que fazer uma graça, né?! 
Escolhi fazer o pudim porque o meu pai me pediu e porque como sou filhinha do papai, e quero manter esse meu status, então trato de tentar agradar a ele, que está sempre me enchendo de paparicos e atenção.
Essa receita vem do blog Cozinha Pequena, e você encontra ela aqui...

Ingredientes: 
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de leite (usar a medida da lata de leite condensado)
  • 3 ovos
  • 1 xícara de açúcar

Preparo:

1. Derreter o açúcar em fogo baixo, até o ponto de caramelo.
2. Despejar o caramelo numa forma de pudim, e espalhar por toda superfície.





3. Deixar a forma esfriar. 
4. Bater o restante do ingredientes no liquidificador por 2 minutos.
Diz a crença popular que quanto mais tempo se bate no liquidificador, mais cremoso o pudim fica.
5. Despejar o creme na forma.





6. Levar ao forno em banho-maria (imergir a forma de pudim em uma outra forma com água) por cerca de 45 minutos - 1 hora. 
Vale fazer o velho testo do palito de dente para checar se está realmente pronto (enfiar ele no pudim, e se sair limpo é porque já está pronto).
7. Deixar esfriar e levar à geladeira por algumas horas.
8. Desenformar gelado.
Se o pudim não estiver soltando da forma, leve por alguns segundos ao fogo só para a calda amolecer, e desenforme.


Thursday, 10 March 2011

Fazendo maionese com a tia Glória

Vou começar esse post esclarecendo quem é a tal tia Glória... 
Então, a tia Glória é casada com o meu tio Jorge e dona de um talento incrível! A minha tia não só cozinha divinamente, mas com perfeição. Eu NUNCA, eu disse NUNCA comi nada que a minha tia tivesse preparado que não estivesse saboroso. Além disso, não há uma só vez em que a mesa não esteja super bem decorada, com louças divinas e comidas lindas de se ver e de comer!
Dito isso, aproveitei a minha temporada carioca para pedir a ela que me ensinasse a fazer maionese. Eu sou louca de paixão por maionese, e não preciso nem dizer que a da tia Glória é perfeita! A verdade é que apesar do preparo ser fácil, eu nunca acerto o ponto! Algumas receitas ficam com muito gosto de azeite, outras duras e amareladas demais... Enfim, só mesmo com o coaching da minha tia para eu aprender de uma vez por todas a preparar maionese.
Numa bela tarde fui então à casa dela e posso dizer agora que finalmente aprendi a fazer maionese... Agora iniciou-se uma nova era na minha vida, nada mais de maioneses industrializadas na minha cozinha!!!!
Anotem aí a receita...

Maionese da Tia Glória
Rende em torno de 300g

1 ovo
1 e 1/4 xícara de chá de óleo (pode ser de canola ou girassol)
1 colher de chá de mostarda dijon
1/2 colher de chá de sal (rasa)
Pimenta do reino branca

1 colher de sopa de suco de limão siciliano ou de vinagre de vinho branco
3 gotas de tabasco (opcional)
1 dente de alho
1/2 colher de chá de ervas de provence



Bater num processador ou liquidificador por 1 minuto o ovo,  1/4 da xícara de chá de óleo, a mostarda e o sal. Logo em seguida, ligar novamente o processador e acrescentar o óleo em fio. 
Detalhe importante: adicionar o óleo de forma constante, sempre na mesma quantidade.



Depois que todo o óleo tiver sido adicionado, acrescentar o suco de limão ou vinagre, o tabasco se for usar, alho e as ervas de provence. Pulsar por alguns segundos.


Monday, 31 January 2011

Nova Aquisição... PLENTY, o novo livro de Yotam Ottolenghi



Costumo ir a Londres pelo menos umas duas vezes por ano; para matar um pouco das saudades dessa cidade que eu amo e dos bons amigos que lá deixamos. Sempre que vou para lá volto para casa com alguns livrinhos de culinária, já virou regra! Na verdade, essa é a minha salvação, pois os livros em inglês aqui custam os olhos da cara e o meu nível de alemão ainda é muito baixinho para conseguir ler os que vendem aqui.
Na última ida comprei Plenty, o novo livro do Yotam Ottolenghi, um chef isralense baseado em Londres. O chef também possui uma rede de restaurantes na cidade [aqui] que leva o sobrenome dele. São quatro filiais, sendo que apenas uma delas, a de Islington, é um restaurante propriamente dito, o restante é concentrado em vender comidas e doces para serem consumidos fora, o famoso take-away. Para os que tiverem uma chance de ir a Londres, recomendo muito uma ida ao Ottolenghi, pois a comida é divina. E se tiverem um pouco mais de tempo para ir ao restaurante, vale a pena fazer uma reserva.
O livro é uma inspiração em vários sentidos, além de receitas fantásticas, inovadoras e perfumadas com ervas e temperos do Oriente Médio, também tem fotos lindas. O livro é exclusivamente vegetariano, que era exatamente o que eu estava procurando, já que estou pensando em diminuir um pouco a quantidade de carne que consumimos. Não me entenda mal, não tenho a mínima intenção de me tornar vegetariana. Nunca conseguiria viver feliz sem comer peixe e uma bela picanha, mas acho que é importante para o nosso organismo e também para o meio-ambiente reduzirmos um pouco o nosso consumo, já que aqui em casa comemos um tipo de carne praticamente todos os dias.









Para quem se interessar um pouco mais sobre o Yotam Ottolenghi, pode acompanhar a coluna semanal dele - The New Vegetarian - publicada todos os sábados no jornal inglês Guardian [aqui] com receitas super apetitosas.
Ainda não tive a chance de fazer nenhuma receita do meu livro novo, mas não vejo a hora disso acontecer! :)

Monday, 24 January 2011

Mini-Quindim



Outro dia fiz um roulade de chocolate com castanha portuguesa que usava apenas claras para a massa, resultado: além de um roulade bem desengonçado ( a massa cozinhou demais e eu não consegui enrolar como devia, então ele virou um pequeno bolinho, que ficou muito gosotso mas feiuxo) e 5 gemas. Obviamente que no dia seguinte me pus a buscar receitas que usassem apenas gemas, pois em hipótese alguma eu teria coragem de jogá-las no lixo. Claro que de cara a primeira receita que me veio à mente foi quindim, e por isso me pus a buscar uma receita. Comecei a saga pelo único livro de comida brasileira que tenho em casa, e fiquei chocada com a quantidade de ovos que a recita pedia, para lá de 10! Como assim?!
A minha intenção era acabar com as tais gemas e não fazer um quindim tamanho família. Comecei então a xeretar na internet quando tive a sorte de não apenas achar uma receita maravilhosa e feita sob medida para as minhas exigência, mas também descobrir mais um fantático foodblog: Flagrante Delícia, da chef portuguesa Leonor de Sousa Bastos (seria uma parente distante???).

Ingredientes para 12 unidades:
  • 5 gemas
  • 25 g. de coco ralado
  • 75 ml de leite de coco
  • 100 g. de açúcar
1. Pré-aqueça o forno a 140C.

2. Unte 12 forminhas com bastante manteiga e açúcar.

3. Peneire as gemas. (Esse passo é indispensável, pois é preciso retirar a pele que envolve a gema para que os quindins não fiiquem com gosto ou cheiro de ovo)
4. Adicione os outros ingredientes, misturando bem.

5. Preencha as forminhas (usei as de mini-muffins) até 2/3 da sua altura.

6. Cozinhe em banho-maria (dentro de um tabuleiro com água), coberto com papel de alumínio por cerca de 45 minutos.

Dica: os quindins estão prontos quando o coco ralado estiver na superfície.

7. Desenforme-os ainda mornos.

A receita não apenas cumpriu o requisito básico: usar as 5 gemas, mas também me proporcionou matar a saudade desse docinho que eu amo e nunca tenho a chance de comer (não existe na Suiça).